quarta-feira, 12 de outubro de 2011

OWS (Occupy Wall Street ) Versus Tea Party

O Editorial do jornal Valor Econômico, um dos mais respeitados pela seriedade com que aborda os assuntos pautados, em  11/10/2011, nos trouxe um texto sobre o Ocupe Wall Street ( Occupy Wall Street ), movimento que, segundo a análise do ediorialista, seria "um contraponto à esquerda do reacinonarismo do Tea Party".

Capengando para um lado e para o outro de maneira nada imparcial, o editorial não reflete à luz do racioncínio político manipulado do movimento do OWS (Occupy Wall Street ), mas reconhece que o OWS  "não tem bandeiras claras ou reivindicações precisas". (OBS.: isso está parecendo com as nossas marchas)


"O movimento não tem bandeiras claras ou reivindicações precisas, muito menos uma ideologia desenhada. Ele dá forma em boa parte ao anticapitalismo primário de muitos de seus adeptos, mas também ao desalento e desespero de milhões de americanos que estão hoje na fila do desemprego." ( Valor Econômico )

Ao reconhecer a imprecisão das reinvidações do OWS o editorialistas escancara o que foi dito, acima, sobre a falta de parcialidade e reflexão necessárias à abordagem do fato. Ora, por quê ? Vamos pegar mais lá trás. Quais são as bandeiras do Tea Party ? Na falta dos dados do referido editorial, coisa grave para quem pretende informar, as bandeiras do Tea Party são precisas.

A precisão e clareza das bandeiras do Tea Party reforçar o oportunismo manipulado pelos OWS que tem por detrás as forças dos interesses similares aos nossos: sindicados, movimentos sociais como ACORN - uma espécie de MST urbano - SEIU ( Service Employees International Union) uma espécie de CUT brasileira, e observe a palavra "Internacional" no nome da tida instituição.

Aquelas instituições chamadas de sociais estão, todas, alimentando a aparente voluntária movimentação do Ocupe Wall Street querendo copiar a espontaneidade do Tea Party que se iniciou com um simples grassroots em apoio a um protestante solitário. Isso posto, vejamos os contrastes entre dos dois movimentos, um à direita, o Tea Party e o outro à esquerda, o OWS.

A precisão e clareza que faltam ao OWS sobra no Tea Party. As bandeiras do Tea Party, em primeiríssimo lugar, apoiam-se na Constituição, defende a Constituição americana e ponto. O que vem depois nada mais é do que ameaças concretas da administração de Obama contra o sagrado direito às Liberdades individuais, valores contra os quais trabalham a ideologia socialista de Obama.

Onde se situa o radicalismo do Tea Party, nenhum jornalista brasileiro, com precário nível de conhecimento e informação, não soube explicar usando um mínimo da lógica histórica da formação daquela nação. Os membros do Tea Party são de ascendência europeia e isso ninguém poderá retirar deles. A cultura do povo americano repousa sobre esta formação.



Ao contrário da cultura  dos Tea Partiers,  os membros do OWS ( Ocuppy Wall Street ),  com poucas exceções, são todos os integrantes deste movimento descendentes de imigrantes latinos, asiáticos, islâmicos, imigrantes ilegais, negros com baixa escolaridade, enfim, classe que não se revela boa como produtores de riquezas; pessoas que defendem que o Estado os sustentem e fabriquem seus sonhos, os defensores do Estado Babá, apoiadores das políticas populistas do Obama.

Para os membros do OWS a classe média é a culpada por eles não terem o mesmo acesso ao conforto, mesmo que seja a classe média americana quem lhes dá o sustento do food stamp, por meio de pesados impostos repassados aos Estados, ao Estado e à União e assim também lhes garantem o emprego,  que dentro do sistema americano não é similar ao nosso; nada parecido.

Give me the reason

A base da sociedade americana repousa no mérito, aquilo que já houve época no Brasil, era chamado de sell-made-man como os grandes empreendedores americanos, para citar apenas Rockefeller no passado e o mais recente, Steve Jobs, ele próprio um grande crítico do modelo de Ensino Oficial obrigatório e, portanto, defensor da grandeza da Constituição americana. . Jobs ainda culpou os controles dos sindicatos, afirmando que partir desta hora, o Ensino declinou.

Em tweets tive uma conversa com um desses militantes da esquerda do OWS e todos os argumentos dele eram na direção de culpar a classe média americana. Ora, exatamente aí que a classe média americana se opõe à administração socializante de Obama, contra os compromissos assumidos por Obama com os lobistas da Wall Street de onde brotou o grosso do dinheiro da campanha à presidência.

Porém, o que não se lê na imprensa brasileira, nem na americana devidamente calada tal como aqui, é que a classe média americana que faz o Tea Party preferia ver os USA quebrarem a ter que dar dinheiro para salvar os bancos. Mas os motivos que levam o Tea Party a ser contra Wall Street não são os mesmos que o movimento do OWS, simplesmente porque os motivos não existem e tudo é na rsposta do 'porque eu acho' ou 'porque eu quero, Why not ?'.  Alguém parou para ler isto por dentro ? Reinaldo Azevedo?  É possivel, concordo.

Movimento contra Wall Street veio primeiro por meio do Tea Party, só que com a grande diferença. A classe média americana sabe porque bate. Bate porque os empréstimos concedidos ao mercado financeiros sairam dos bolsos deles e não dos membros do OWS maquilados de revoltados, sem amparo de argumentação, como se pode ouvir no vídeo acima.

Importante informar que, a esquerda americana representada pela administração do Obama, logo após o movimento do Tea Party, tentou organizar o movimento do Coffee Party que não resultou em nada. A onda de protesto islâmicos, alastrou-se pelo no mundo, usando o mote da crise mundial, nessa hora facilita o movimento OWS revanche da esquerda americana contra os republicanos.

Tanto quanto importante a informação acima, é dizer que este movimento, tanto quanto as políticas socialistas do Obama não estão sendo mais tão apoiadas pelos democratas. Há aqueles que já começam a inquietar-se com os perigos da perda de controle da ordem.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A raiva não pede picadeiro



"Saí de casa no Texas em 04 de fevereiro de 2009 e dirigi toda a noite em direção a Washington DC, sem parar, fui contra a vontade de minha família, amigos e desejos da mulher.
Eu dormi apenas uma hora naquela noite e telefonava para minha esposa enquanto eu atravessava cada Estado. Na noite seguinte, em 5 de fevereiro de 2009, eu já havia chegado a Washington, e fique na Pennsylvania Avenue protestando, sozinho e com frio."  Dale Robertson    
NOVA DÉLHI (Reuters) - O combalido governo indiano cedeu aos protestos populares e autorizou o ativista Anna Hazare a realizar publicamente uma greve de fome de 15 dias para pedir a adoção de  novas leis contra a corrupção. (  Reuteurs )


O americano, Dale Robertson,  que deu o start para o grassroots do Tea Party americano não tinha ligação alguma com militância no modelo Anna Hazare. Dale Robertson é um cidadão comum sem a menor expressão, um total desconhecido pai de família, revoltado com a situação econômica do seu país. 


Ao contrário do indiano Anna Hazare, não tinha séquito de seguidores dando apoio. Ao contrário do indiano Anna Hazare, Dale Robertson não mandou para a midia local do seu Estado nenhum press release. Tão pouco seus familiares e amigos. A manifestação de protesto de Dale Robertson foi solitária e silenciosa. Não deu na imprensa americana local, nacional e nem na imprensa mundial.


Bem, aos poucos espalhou-se a notícia do protesto de Dale Robertson. Foi boca a boca pelo Twitter e Redes Sociais. Um verdadeiro rastrilho de pólvora — o sentido da palavra grass roots —, que acabou por formar o grassroot, inicialmente. O levante do Tea Party foi lento, na medida em que as pessoas iam sabendo e dando apoio, o protesto correu pelo país, sem coordenação, caciquia, lideranças. Apenas iniciativas individuais tal como a de Dale Robertson.


Graças à unidade de valores do povo americano, havia ideais na direção dos quais convergia a revolta de cada cidadão daquele país. A severidade das ações era em torno da rejeição da administração socialista de Obama que ameaça a Constituição.


Durante o início do Tea Party, e até hoje, as ações e iniciativas são resultados de total liberdade individual que segue apenas os fundamentos nos quais se originaram os protestos. Nenhuma parada alegórica, nenhuma exaustão do The Star-Spangled Banner, nenhum dono de púlpito. Onde quer que seja armado um palanque de improviso ou não, todo aquele que deseja falar, tem voz.





Uma única vez tomei parte numa dessas marchas simbólicas que usual e oportunamente se organiza. Toda parafernália carnavalesca de carro de som e dos donos da marcha lá no alto do carro festeiro, brilhando ao lado das estrelas e astros do mundo artístico que costumam servir  de indignados decorativos.


A tal marcha — que deveria ter um desses slogans idiotas tal como "Por um Brasil mais limpo  — dava-se às portas eleitorais e lá estavam os futuros candidatos. Um, particularmente, chamava atenção. Munido de balde com água e vassoura simbolicamente limpava a bandeira brasileira deitada no chão da Praça da Cinelândia, palco cativo para ebulições políticas devidamente bem vestidas de hipocrisia e mentiras. No alto do trem-elétrico os donos da marcha disputando espaço junto aos astros e estrelas. Sobrou mágoas dos que não conseguiram espaço lá em cima.


Essa é a cultura do simbólico ao som de samba, literalmente. Abre-alas de indignados com sorriso à boa cheia, de canto à canto da boca. Todos riem muito. Alguns, sem cerimônia, se esbaldam de tanto dançar. Uma esfuziante lição de raiva que chegava a contagiar os menos cínicos. De que riam os indignados daquela marcha, jamais consegui descobrir.


Como nosso povo gosta de coisas simbólicas; cara-pintada, nariz vermelho de palhaço etc isso agrada muito porque lembra carnaval, lembra não fazer nada. Símbolo de ira, símbolo de revolta, símbolo de tudo e nada de sentimento verdadeiro. Se um dia este sentimento aflorar com vigor, as pessoas  descobrirão que o protesto autêntico dispensa panaceia de picadeiro, porque isso sempre foi a maneira festiva e mentirosa da Esquerda se manifestar.


Certamente que, como essas marchas são organizadas por grupos partidários, ligados ao marketing político,  é preciso haver coordenação e lideranças responsáveis que, posteriormente, prestarão a contas aos caciques maiores mediante pecúnia contratada.


Experimentem, os indivíduos sem estaca que lhes amarrem as costas, tomar iniciativas como a do Tea Party e logo se sentem as baratas tontas, recrutas sem ordenança, mais perdidos do que cegos em noite de tiroteio. Mais tempo menos tempo, esse povo brasileiro terá que aprender a se manifestar com a alma e com a raiva que sentem, sem necessidade de demonstrações falsamente grandiosas e ruidosas dos carros alegóricos. A raiva não pede picadeiro. Lá é lugar de risos de alegria. 


P.S.: E a propósito, poupe o Hino Nacional, este sim, um Símbolo que conta. Aproveite para aprender o Hino do seu Estado.




sexta-feira, 5 de agosto de 2011

As várias indumentárias do erro



A polêmica em torno do comercial da Nissan, os Pôneis Malditos, tutelado pela censura do CONAR criou ambiente muito favorável à censura descarada. Isso é um caso vital para que as Agências de Propaganda e Publicidade cuidarem mais do que muito melhor podem fazer.

Há muitos e muitos anos venho me ressentindo da qualidade dos comerciais exibidos nos canais de TV.  Não no tocante à qualidade gráfica. Aqui, realmente exibem grande poder tecnológico, principalmente em animações.

Mas nem só de beleza visual se compõe um comercial e o material veiculado é apenas parte de todo trabalho, que é grande em esforço desde o departamento de criação e redação. Tem-se, hoje, a impressão de que o velho brainstorming morreu. Com quantas pessoas em grupo as agências fazem o brainstorming ?


No meu tempo de P&P  a hora do brainstorming era ocasião para muita adrenalina e muita capacidade critica exercida dentro do próprio grupo. Ria-se muito das besteiras que brotavam. Era sempre grande dia de dinâmica de grupo como se diz por estes tempos. Contava-se com muita gente para podar insensatez que surgisse. Enquanto isso, o storyboard sendo criado, ia nos apontando o caminho para futuras aparas. Grosso modo,  lá adiante entrava criador de jingle  e redator competentes.

O que vejo de errado na maioria dos comerciais é a valorização da estética em detrimento da redação no uso da mensagem. O que é falado tem pouca importância, não é mais uma associação integrada à mensagem em voz falada ou cantada ( para usar linguagem que é desconhecida aos leigos no assunto ). A passagem de tempo - na hora da abertura do capô do carro ) foi a hora exata da grande falha.

A falha foi apenas uma, mas o suficiente para aberrar todo o trabalho. Faltou associação clara sobre o que a voz das crianças estava fazendo ali. Crianças não compram carros nem influenciam na aquisição dele. Então porque vozes infantis, não se soube. Querer fazer comparação entre pôneis e animal ligado às crianças não está errado, não é isso. Tão pouco é o uso do vocábulo "malditos".

Então o que houve de errado foi apenas o uso da associação da voz infantil sem uma passagem de tempo. Passagem para dizer que os malditos pôneis eram impostores demoníacos se fingindo de doces criancinhas que para o público adulto não tem a menor importância, ele consegue distinguir mesmo sem o recurso. Porém, as crianças não percebem que o mal das profundezas dos infernos se mimetizam.

A inestimável colaboração da propaganda e publicidade para ação como esta foi decisiva. Outro ponto: digam-me a garantia de que um trabalho de infiltração da esquerda não esteja completo, também, nesta área, quem garantiria? Eu, nunca garantiria, pelo contrário, sempre analiso os comerciais com dois  pés atrás. Há sutilezas subliminares mil que vão desde imagens inocentes a sinais não dectados pelo simples olhar ou audição, uma palavrinha de nada.

O fato é que apenas no fim do comercial vem a revelação de que os doces pôneis nada mais eram do que "coisa ruim" metamorfoseada. Tardia demais. O brainstorming falhou feio.



Como demonstração dos meus argumentos, veja aqui o comercial da Coca-Cola com um belíssimo trabalho de animação cuja vocalização da mensagem está perfeita do ponto de vista de criação. Adianto que desconheço a Agência.


quinta-feira, 26 de maio de 2011

O melhor leitor vem da esquerda




Um dos grandes trunfos na comunicação do PT e esquerda toda, na rede, são exatamente os blogs patrocinados com o dinheiro público. Aqueles blogueiros não apenas dão sustentação à ideologia, propagam, doutrinam e vigiam os leitores oposicionistas. Vigiam a Rede. São eles os melhores leitores dos oposicionistas.

Não importa que o nome não seja citado, mas o fato deixou-me chocada. Um tweet de alguém que não é PT dizia: “virou moda e todo mundo quer ter um blog.”

Um oposicionista tacanho deste naipe é tudo do que a esquerda precisa para assegurar o terreno do qual já se apossou. Este é o leitor para o qual não se escreve. Ele muitas vezes tem blog e escreve, mas ele não lê os outros. Ainda tem os que nem escrevem nem lêem e se acham capacitados para lembrar o analfabetismo do ex-presidente Lula. 



segunda-feira, 18 de abril de 2011

A vingança do bandido salva


Tenho certeza de que se eu insistir e começar a falar mal dos PeTralhas eu salvarei o Brasil. Disto não mais tenho dúvida alguma. Preciso ter em mente que falando mal do PT, escrevendo sobre as falcatruas do PT estarei na rota certa. 

Se ironizar e achincalhar os Petralhas dá certo e apenas eu não faço, lastimavelmente, estou na contra-mão do caminho correto. A tal oposição faz isto com persistência admirável, mas pessoas como eu impedem o sucesso das ações concretas, bem amalgamadas em cimento e brita.

Xingar, ironizar e repetir as denúncias dos mal-feitos do PT nas figuras dos homens dos Poderes e dos Governos me lembra muito a vingança do bandido, na delegacia, diante do delegado, ele apenas em pensamento denigre a figura do delegado até o mais baixo nível : delegado de bosta, covarde, corrupto, canalha e segue com sua evacuação mental.

O delegado se mantém delegado, dono do poder,  e o bandido permanece refém da vontade do poder do delegado. Moral da estória: o delegado está fazendo andando, para o bandido.

E assim destronarei o PT e salvarei a República. Missão cumprida.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Dois em um da PL Gay 122




Foi desarquivado no Senado Federal e volta a tramitar o Projeto de Lei (PL) 122, que possui em seu bojo a definição de regras e punições para a tratativa de crimes de homofobia, ou seja, passará a ser crime discriminar homossexuais, idosos e deficientes. Leia excelente artigo no Blog Tribo dos Manaós para saber exatamente do que se trata.

Acrescento mais um utilíssimo link do Midia Sem Máscara:

Segundo reportagem da Agência Câmara, "pesquisas registram mais de 200 assassinatos a homossexuais em todo o país". Sim, mas assassinados por quê? Pelo fato de serem homossexuais? Pelo fato de estarem em ambientes marcados pela violência? Pelo consumo de drogas? Pela libertinagem? Por latrocínios? Pelo fato de estarem de madrugada em ruas e bairros perigosos? Não se cita. Assim sendo, parece que, se um homossexual estiver andando de madrugada na Vila Cruzeiro no Rio de Janeiro e calhar de ele ser assassinado, engrossará as estatísticas de "assassinatos contra homossexuais".


1) Agora, passo a relatar o que venho acompanhando há duas décadas e pouco. Jovens adolescentes -  isso já há mais de duas décadas atrás -,  de ambos os sexos eram atraídos por outros adolescentes. Uma adolescente menina assediava um adolescente menino. Passavam a namorar sem que o menino, no caso, se desse conta da homossexualidade da jovem namorada. Laços afetivos atados o trabalho de militância estava em fase de conclusão.

Qual era a ideia? Após algum tempo a menina confessava ser homossexual e, diante da reação do namorado, a resposta era: "se você gosta de mim e eu sou homossexual você também é homosexual e não sabia . Você nem nem notou diferença nenhuma. Viu? Não tem diferença ". A partir daí tentavam a doutrinação descarada já em outra fase, a fase do ménage a trois. A menina introduzia sua namorada nos jogos amorosos. Inverta-se de jovem do sexo feminino homossexual para meninino e o resultado é o mesmo.

Mais ou menos pela década de 90 a moda do *fio terra*  tornou-se muito popular entre os casais jovens, principalmente os adolescentes,  e não era à toa. O *fio terra* consiste na introdução do dedo no ânus masculino para provocar prazer. Esta era uma arma a mais, utilizada pela mulheres homossexuais em seus jovens namorados inexperientes visando à indução ao "homossexualismo masculino".

Nada era feito sem um projeto e eis porque agir no ambiente jovem era muito mais fácil, numa faixa etária de efervescência hormonal e formação moral ainda por ser sedimentada os jovens adolescentes eram atraídos. Some-se a tudo isto o descaso dos muitos pais que, por vezes, alegremente por se livrar dos filhos nos finais de semana permitiam suas viagens com os "amiguinhos" sem que procurassem saber de que tipo de amigos, de que tipos de famílias eles procediam.

Em todas as classes sociais há atuação da militância gay, até mesmo entre grupos sociais de adultos, não se enganem e fiquem atentos.

Por que eles se matam ?

2) Sobre a violência contra os gays ( por favor leia o link para o Midia Sem Máscara ) lembramos que a violência dos casos que mais repercutiram nestes últimos tempos foram crimes passionais praticados por gays, ativos e passivos. No Rio, em setembro de 2004 o estilista Amaury Veras, de 53 anos, foi morto pelo amante e sócio o, também, estilista Frank Mackey, a quem conheci muito superficialmente.

O seguinte que reverberou na imprensa foi o do curitibano, o escritor Wilson Bueno, assassinado por um bofe tendo como estopim assunto pecuniário. E o mais recente, também com reverberação internacional refere-se ao assassinato do jornalista Português , Carlos Castro, assassinado de forma brutal  pelo amante, em Nova Iorque.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Choramingando, por quê ?




Há uma semana o Brasil vem se postando de joelhos e se arrastando também genuflexo com a mesma fúria das enxurradas de lama e água. Igualmente furiosa tem sido, por séculos, a distância entre o Dever do Estado em relação ao povo que o legitimaria, se a função para qual ele foi criado, e bem pago,  fosse exercida: cuidar do indivíduos pagadores de impostos.

Só agora a imprensa brasileira chama atenção para as proporções comparativas entre as enchentes que abalaram, em escala muito mais dramáticas, a Austrália. Crocodilos e cobras em fuga juntamente com as populações. Em território equivalente ao Estado de Minas Gerais e São Paulo, a extenção do que acontece no Estado do Rio de Janeiro é nada. Deveria ter sido nada. Lá, na Austrália, apesar da descomunal desproporção comparada com o parte do Estado do Rio de Janeiro, o total de vítimas fatais foram de 29 pessoas.

O que faz toda a diferença do mundo é que, apesar de ligado à Coroa Britânica, a Austrália antigo presídio, com apenas 190 anos de independência, tem um sistema federalista autonômico. Um sistema administrativo descentralizado e por isto mesmo, autonômico. Tem um Estado pequeno e forte e ágil porque é descentralizado. A Austrália tem Constituição ( com base do Direito da Commonwealth Law, ou Direito Consuetudinário ) e cumprida à risca.

Somente com base numa Constituição verdadeira um povo tem conhecimento e segurança para conhecer seus deveres e direitos. E da mesma forma, reclamá-los.

O que se tem presenciado e ouvido nesta última Semana da Vergonha Nacional é uma manipulação - alegremente aceita - do Estado sobre os indivíduos. Aquele repassa para estes o DEVER que lhe cabe e como ovelhas felizes, saem balindo. A grande malandragem da Esquerda, e não só a esquerda petista, foi a desconstrução da palavra Solideriedade que nada mais significa, hoje,  do que "o trabalho do Estado foi transferido para o povo ".  "O povo é culpado pelas mazelas e desgraças, então ele tem que pagar" - como se dissesse.

Com a presença do Estado e o dever exercitado, qualquer iniciativa individual teria outros nomes, tais como generosidade, caridade, ação humanistica e outras. Com a desconstrução da palavra solidariedade, enxertaram nela outro conceito: Dever. O indivíduo passou a ter o Dever de trabalhar em substituição ao dever do Estado e dos governantes. Mas o povo acha lindo ser "solidário" no conceito que foi imposto. O povo não se dá conta, nem na pancada.

As catástrofes passadas, a última do ano de 2010 não serviram para nada. O povo continua sem aprender, sem pensar, sem agir da maneira adequada que é pela mobilização constante para realizar o exercício permanente de ações indispensáveis para conter os desmandos de todos e quaisquer governos em todas as épocas. Seja ele Governo Federal, Estadual ou Municipal. Ações dirigidas ao enquadramento dos seus governantes.

A sensação de ser útil atrai a todos e governantes contam com a *solidariedade* de um povo inexperiente, que não sente que está sempre à disposição e trabalhando no lugar daqueles tão bem refestelados nos Cofres da União. O povo brasileiro não percebe que é patrão e não é escravo deste ou daquele governante. Alguns pergutarão: - "mas vamos deixar as pessoas morrerem sem comida e água e roupa ?"  e ainda irão acrescentar: "Nós somos humanos e nos condoemos com o sofrimento alheio !"

Boas perguntas para um povo emocional que vive de momentos. Contudo, a resposta é não se esquecer depois que a terra secar e os mortos, enterrados, não mais federem. A melhor resposta é pegar pelo rabo todos que politicamente representam o Estado. Fazer disto uma missão renovada a cada segundo. Eis porque sem querer o próprio povo é conivente com tantas desgraças.

Talvez por se saberem coniventes é que as pessoas precisam limpar as consciências e participar festivamente das campanhas de socorro. Ou, por achar que é a única coisa existente ao alcance delas para que todos possam pensar que está mundando alguma coisa. Exemplo disso é a comparação que se faz com evento australiano,  semelhante, mas,  pior do que nos acontece neste momento. Lá, o Estado não transferiu para ações individuais seu dever e sua obrigação de Estado empregado do povo.

O saldo do vício da *solidariedade * repetida até aqui totalizam 611 mortos. O Estado  agradece sensibilizado que todos os brasileiros lhe esteja sempre poupando dos deveres, sem nenhum abalo à credibilidade dele.

Dor de barriga não dá uma vez só. Como tantas outras do passado, muitas mais virão e a *solidariedade* resolverá tudo.

Recordando a útima dor de barriga de 2010:




Blogs dos indignados:



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2 e a platéia



Tropa de Elite 2 e a platéia


Contrariando o assenhoramento mentiroso da CUT, em sua nota, publicada no G1, José Padilha afirma que a campanha presidencial desta eleição demonstra "desrespeito ao eleitor brasileiro" - confira abaixo a íntegra.

"Parafraseando o filósofo americano Henry David Thoreau, gostaria de esclarecer que eu não pertenço a nenhum partido, grupo político, agremiação, sindicato ou lista de apoio a candidatos, na qual eu não tenha me inscrito voluntariamente; e que ao contrário do que certos sites e tweets têm afirmado, e do que consta em lista de apoio enviada por um grupo que apóia a candidata do PT para os grandes jornais brasileiros, eu não aderi a candidato algum nesta eleição pelos motivos explí¬citos em Tropa de Elite 2. É uma pena que a falta de crítica e de compromisso com a verdade esteja sendo a principal marca dos dois lados desta campanha presidencial. Um desrespeito ao eleitor brasileiro. José Padilha, diretor de Tropa de Elite 2"

Por todos os lados a esquerda tenta se apropriar e realçar e justificar as "assertivas" - palavrinha bem à gauche, de seus militantes e fazedores de cabeças. Hoje, o Globo publicou artigo assinado por um doutrinador famoso em Ciências Políticas - todos são famosos - , Antonio Engelke demonstrando por A+B que Padilha e Nascimento teriam finalizado a equação: os cientistas políticos que vociferam nas faculdades e universidades são os senhores da razão. Antonio Engelke exibe Marcelo Freixo como o grande iluminador do Capitão Nascimento. Mentira  que revolta. O artigo é uma mentira deslavada, uma propaganda para cooptação, tal como a estrtégia do personagem professor Fraga.

Saía eu, emocionada, de uma visita  a um amigo a quem não via há 30 anos. Um amigo, uma pessoa a quem sempre dediquei imensa admiração e respeito. Saia  exausta emocionalmente. Foi um reencontro muito forte para mim pois conversamos à cerca de pessoas ilustres que escreveram parte da nossa História e que foram e são caras a ambos. Reminiscências proibidas em meio à desregradas práticas dos nossos momentos.  A este encontro, levei meu filho mais velho, um jovem adulto,  por vários motivos mas, o principal deles era mostrar a ele o meu orgulho em ter a amizade de pessoas como aquela.

Com uma armadilha meu marido me pega para ir ao cinema. Fomos os três assistir Tropa de Elite 2. Muito próxima à tela de projeção eu estava desconfortável por tudo. Quis sair logo no início, como se já soubesse o que me esperava. Permaneci na sala e deixei tudo correr. Estranhei e perguntei ao meu marido o que havia acontecido com as pessoas que não batiam mais palmas no cinema - parece que havia uma transferência insólita de palmas para dentro das Igrejas. De repente surgiram palmas e não me recordo o exato momento. Vibrei. Bati palmas com entusiasmo redobrado: meu entusiasmo estava mais para catarse.

Porém, batia palmas ao mesmo tempo em que ia reconhecendo os rostos dentro da minha memória, ao mesmo tempo em que eu ia apertando mãos, ouvindo voz entusiasmada ao telefone e sorrisos calhordas, Nascimento e Padilha estavam me conduzindo. Dentro de mim, explodi em fúria, a mesma fúria do Nascimento diante do engôdo, diante da frustração de não ter reconhecido que os meus políticos, todos, estavam alí, com a mesma descontração e sorriso que me ofereciam em minha casa, dentro da minha casa !!

Sempre me esforcei em acreditar que os políticos do crime não eram aqueles a quem eu conhecia, os políticos do crime eram os políticos aprovado por outras pessoas. A bem da verdade, acho que nunca desejei acreditar que eu e minha família, constituída por pessoas totalmente honestas pudesse ter ligações ainda que ingênuas, com todos aqueles que beberam em nossos copos e jantaram nosso alimento suado e comessem do nosso prato. Todos eles que me apertavam a mão com falso respeito e sorriso de lobo, eu os vi ali, e muitos ali estavam pelos meus votos. Então, eu não poderiam me dizer nenhuma ingênua ou inocente, como, sinceramente,  gostaria de poder dizer a mim mesma, mas não poderia dizer porque há algumas décadas eu já tinha total conhecimento.

A única coisa que me confortava, mas não me livrava do mal era mesmo o fato de saber como suas existências me deviam. Mas eu nada devia a eles, a nenhum deles porque sempre segui meus princípios de pedir a estranhos e nunca pedir nada a nenhum político ou por meio deles. Sequer pedir ao Nascimento ou ao falso doce e idealista Prof. Deputado Fraga, tão sequioso de poder quanto qualquer outro. Fragas, continuam não aprendendo que eles são só instrumentos de um lado que se pretende acima do mal, mas também são o mal. Enganam e distorcem as verdades para conquistarem espaços no Sistema.

O ápice da angústia ocorreu na cena final, em que o Capitão-Tenente, Nascimento, vai testemunhar à CPI da Assembléia Legislativa. Não na mesma condição, mas eu já estive ao microfone da Câmara dos Vereadores, Casa do outro lado, dando vazão à minha inconformação com o Sistema, durante uma audiência pública. Estão lá, gravadas nos anais daquela Casa, em torno de mais de três páginas mesmo que tenha provocado muito constrangimento às autoridades presentes e não eram, somente, vereadores. Eram deputados em sua maioria ocupando lugares de distinção à mesa de composição das autoridades. Mesmo que tenham à ultima hora tentado negar-me à palavra, mantive-me decidida a falar e o fiz.

Ao contrário da platéia do Capitão Nascimento, minha platéia era formada de eleitores e pagadores de impostos, todos funcionários públicos e ongueiros. Meu discurso foi dirigido àqueles, também, falsos cegos e surdos, votos manipulados e comprados, com autorização dos seus donos. Ao contrário do choro de raiva que me acompanhou durante quase toda a exibição do filme Tropa de Elite 2, meu discurso foi seco, sem direito à nenhum tipo de molho.

Ao final daquele meu discurso, pensava que iria sair da lá debaixo de tapas. Não! Para meu espanto, fui efusivamente aplaudida e seguida por inúmeros ouvintes. Por quê ? Porque a platéia pensava que eu sairia candidata a algum cargo de representação, que talvez estivesse fazendo um caminho como fez o Professor Fraga e fazem seus discípulos e todos os que têm alguns minutos de fama. Os professores Fragas, até aqui,  são o mesmo lado da moeda podre.

sábado, 9 de outubro de 2010

Toma, agora você mata! - Miriam para o Lula




Quando em 17 julho de 2009, na campanha pela eleição à Presidente da República, Fernando Collor de Melo trouxe à baila o caso de Lurian, filha do Lula, os partidos da esquerda, naquele momento, consideraram o fato uma baixaria, um golpe sujo. Nunca é golpe sujo revelar a verdadeira natureza, o caráter e a personalidade de alguém que postule a representação pública e, fundamentalmente, a representação da Nação, do povo brasileiro. De forma legal, sem constrangimentos ou ameaças, Collor conseguiu que o caso viesse à baila por vontade da ex-namorada do Lula a Sra. Miriam Cordeiro.

Nesta discussão importante sobre a ilegalidade do aborto - que defendemos -, que assim se mantenha não apenas por motivos religiosos que defendem a sacralidade da vida, não apenas pelo que assegura os direitos universais, mas por verdadeiramente acreditar na vida como o tesouro que nos foi concedido por Deus ao creditar ao corpo da mulher a missão de abrigar a vida concebida com a participação do homem. Este é o destino, a missão, a obra de um casal.

Tão comovente quanto chocante é o momento no qual Miriam Cordeiro, no quarto da maternidade e a sós com o Lula, ela transfere a filha Lurian dos seus braços para os braços do Lula, pai biológico e diz:

Toma, agora você mata!

O problema do racismo de Lula relatado pela Sra. Miriam Cordeiro não é novidade entre o povo nordestino. Entre o povo nordestino nunca houve miscigenação consentida pela sociedade e os casos - inúmeros - são resultado do período da escravatura. A miscigenação nordestina ocorreu entre indios e holandeses e franceses na escala da ocupação em relação aos Estados. Esta miscigenação, sim, tinha um certo grau de aceitação social, ainda que fora não se consumasse, historicamente, pelo matrimônio.

O nordestino verdadeiro sabe disto e os que negarem estão em desarmonia com a verdade. A união entre holandeses e índios é cantada em prosa e verso, admitida como sublime, ao contrário da união carnal entre negros e brancos europeus. ( há diferenças entre o conceito de branco europeu e ibérico ).

Nas atuais eleições, o Lula sabedor de que a vida privada de um candidato ao posto mais alto de uma Nação não pode ser varrida para detrás das cortinas, têm protegido sua candidata Dilma Rousseff contra toda a obviedade de sua história no plano da vida pessoal. Os grandes órgãos da imprensa brasileira têm se acovardado diante dos embaraços que provocarão o politicamente incorreto.

Um candidato à todos e quaisquer candidatos a cargos públicos não têm direitos quanto a sua história de vida, seus gostos ou suas práticas morais. O povo precisa saber sobre o candidato. Do contrário, não saberá para onde irá pender suas predileções morais na hora de produzir desgraças, tais como cerceamento das liberdades ou escancaramento da libertinagem que servirão de exemplos aos nossos jovens e aos adultos moralmente esgarçados.

O Partido dos Trabalhadores que trabalha nas trevas da ilegalidade e do crime pode assenhorar-se da máquina pública para invadir a privacidade e distorcê-la a seu bel-prazer contra os adversários. Isto eles acham que é permitido e lícito. Porém, se divulgar o que existe e é de conhecimento de muitos, e ampliar o conhecimento dos fatos para todos: -  Não, isto não pode.

Apurar boatos, é importante. Se os boatos  forem corroborados como mentiras, tanto melhor, mas se forem constatados e corroborados como verdade, mais se saberá sobre a svida do candidatos e os pontos de vista que ele defenderá em Leis e mandos ou desmandos durante sua gestão.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Herói brasileiro



Haverá mais fatos a serem comentados sobre os atos dos militantes do Partido dos Trabalhadores, ou do Lula ou de qualquer membros dos outros dois Poderes ou das forças ocultas braços violentos do PT e PMDB ? Não, não há.

Se não há nem haverá, por que as pessoas ficam esvoaçando, principalmente do Twitter, reclamando e pedindo soluções? Tenha dó; você que vocifera em 140 toques suplicando que alguém, desque que não seja você, naturalmente, tome alguma atitude. Você não se arrisca, mas pede que algum idiota o faça por você.

Por que você exige isto de alguém e você não é capaz? Todavia, o lado cômico e hilariante ( Hilário é nome de pessoa ) é quando você é chamado, o que você faz e diz? Você finge que não leu, finge que se esqueceu. Outros vocês, que são milhares, se apresentam para "discutir na praça da Sé" corroborando que você não é diferente do Lula ou do PT. Ao prestar-se a tomar parte da discussao significa... nada. Significa que você vai ficar espiando. Ao contrário do militante do PT que se arrisca e faz.

Se tivéssemos uns cem dispostos a tomar parte e fazer alguma coisa, não teríamos tantos assistentes de discussões só espiando. Todos querem fazer alguma coisa para combater tudo. Todos estão dispostos, cheios de bravatas lulistas de coragem, até que são chamados e se apresentam como nós brasileiros somos. Somos bravateiros por índole, por natureza cultural.

Foram pautados tuites relembrando Tiradentes, nosso único Herói. Por que Tiradentes se transformou em Herói Nacional? Se todos lermos com pouco ou nenhum cuidado a História do Brasil, ele foi o único por causa da prisão que se efetuou no Rio de Janeiro, onde os tambores tocavam e o som atingia o restante do povo. Foi Herói, essencialmente, porque morreu.

Com Tiradentes fica nossa impressão de que o heroismo exige o martírio, a morte, de preferência. Nesta linha de constatação é compreensível que todos que pensem em se organizar para se rebelar ( gosto do riot em Inglês ) pensarão logo como será sua morte heróica. E o que acontece é que se espera sempre que alguém vá na frente, eu não, Tiradentes não quero ser (será o traidor?). Quem for escalado para ir à frente de algum movimento corre o risco de viver o mesmo que Tiradentes. Na hora do pega-pra-capar, ele vai ser traido e ficar sozinho, na melhor das hipóteses.

O famoso fogo de palha. Ou, sendo romântica um verso de um poema de Manuel Bandeira. Com honestidade ( concordo com João Ubaldo sobre este aspecto do caráter do brasileiro que não consegue ser honesto e podem incluir-me ) quem teria o direito de reclamar do Lula nosso Luís XIV , O Sol que brilha para nós se só se movem para abrir e fechar a boca para articular umas poucas imprecações imaturas e sabe o quê ? Covardes.

Somos um povo violento mas contido como eram contidos os escravos escondendo seus passos de capoeira na dança. Porém, naquela atitude havia determinação e ação. Aquele DNA não foi transferido e cá estamos nós violentos covardes. Capazes de só agir quando enfurecidos e movidos por motivos unicamente pessoais. Sempre preocupados com que se vai perder, em termos financeiros, quando contrariar aquele do qual depende para efetuar negócios.

Vergonhoso observar como muitas pessoas analisa a propriedade em se engajar em alguma ação política. Tem-se a nítida impressão de que elas estão calculando os riscos e a forma de tirar algum proveito, ganhar algum. Não que haja alguma coisa de desonesto em querer remuneração pelo tempo trabalhado para defender os preguiçosos que não se arriscam, mas é que, em todo engajamento é preciso faturar, pensa-se.

Sabemos que a maioria dos grupos 'em prol ' ganham horrores fazendo outros trabalharem para eles em nome do sentimento cívico. Parece não haver mais lugar para tantos enganadores. Mas, ora, se falamos tão mal disto tudo, por que é que não se faz alguma coisa assustadora? Assustador seria não enganar. Enganar também é fingir que toma parte e apenas se diz que vai 'acompanhar com interesse' . Assustador e honesto é não pretender ser herói brasileiro, mas nem por isto deixar de lado o que precisa ser feito.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O que é isso? É a NOVA ORDEM, estúpido !





Já houve um tempo em que associações de natureza sócio-político ou caritativa não eram consideradas suspeitas e por isto mesmo pessoas convidadas a tomarem parte não tinham a preocupação de sair perguntando a estranhos, nem mesmo a amigos: o que é isso ?

Não havia esta necessidade por um simples motivo: desde seu início estes grupos eram formados por pessoas conhecidas que dispensavam apresentação documental de vida pregressa. Outro motivo, de igual importância, é que aos poucos, os membros iam convidando seus amigos mais próximos. Assim, aos poucos iam-se unindo pessoas confiáveis.

Ao fazer o convite para alguém, tinha-se o cuidado de explicar sobre o que objetivava a associação. Sabia-se sobre os fins, sabia-se sobre a seriedade das pessoas que estavam na liderança da formação da entidade.

Atualmente, imensa gama de subterfúgios ou simples estratégias para conquistar adeptos são utilizadas. Desde um convite via e-mail dizendo que você é um VIP, um convidado especial para tomar parte em um evento seja simpósio, mesa redonda, ou um simples cocqueteil de natureza secretamente seletiva, para incautos.

Avoluma-se o número de pessoas convidadas que saem buscando informações que justifiquem e expliquem aquela ocorrência. De imediato ligam para os amigos que consideram bem informados e honestos. O que é isso ? Quem são eles? Quem e o quê está por detrás.

Situação complicada para quem foi escalado para oferecer as respostas, até porque, algumas vezes, o interrogado tendo passado pela mesmíssima situação, também não conseguiu identificar as respostas e mesmo quando tenha conseguido sente-se responsável e constrangido por causar decepção.

O convidado ressabiado insiste reestruturando as perguntas. E você que está sendo argüido começa a se sentir um traíra em omitir sua opinião ou certeza. O perguntador insiste que já andou vendo as companhias do grupo e não gostou, mas precisa saber se é um acaso ou se é mesmo uma armadilha.

Diz o convidado VIP “que não entendeu nada, nem sobre os objetivos da instituição que reúne cobras e lagartos e não diz a que vem”. “Por isto é que estou telefonando para você, pode ser que você possa me esclarecer alguma coisa.” Por fim, desolado declara que achou estranho o fato de “você não estar com eles”.

Minha resposta foi que, já estive na situação dele como convidada VIP e por não ter entendido nada, dei o fora o mais rápido possível. Insisto que ele deve ir e procurar saber o que é aquilo. Sendo ele mais vivido e esperto do que eu, se ele descobrir, conte-me, porque já tentei consultar os mais sábios e que pelos mesmos motivos, não estão lá. Lá estão os incautos e os muito bem viciados em tirar algum proveito.

Então, fie-se de que a cúpula não sabe quem está ali para se locupletar às custas deles ! Acontece que, os macacos só coçam para dentro e aquela peça publicitária - na qual puseram na boca do Gerson, a famosa frase: Temos que tirar vantagem de tudo, certo? - sinalizava o começo de tudo que vemos. Com os macacos só coçando para dentro, pobres coitados, aqueles que pensam que terão verdadeiras vantagens. Para aqueles, só sobrarão as pulgas, os percevejos e os piolhos. E isso, só se eles desempenharem seus papéis de submissos e aproveitadores.

Quando você encontrar por aí, alguma instituição que aglutine gente que parece ser da Direita, outros que parecem ser da Esquerda mais os que são da Direita fisiliologista, gente da Esquerda da Social-democrata, comunistas escondidos,  e,  isto lembre a você um PMDB saco de gatos e oportunistas, saberá que esta é a NOVA ORDEM. É o tal  Project Syndicate, do George Soros, com outro nome. Aqui se esconde a Direita fisiologista desesperada por desejar ser devorada por últmo.

Para cada esperto, há sempre outro muito mais esperto.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Aspirador de pó e de dinheiro


Quando menino, ouvia minha avó dando consultoria para as empregadas: - “Abra o olho com o leiteiro, ele bota água no leite. Cuidado com o açougueiro, ele rouba no peso. Preste atenção com o feirante, ele rouba no troco.” Minha avó - que nasceu no século 19 -, viva estivesse, diria: “ Eu não disse?”
Roberto de Castro Neves - Imagem Empresarial



Nós do DominioFeminino vivemos em espaço de mil variações. Vamos da vassoura (escovinha redonda) ou do aspirador de pó à política. Ainda que eu vá falar sobre o aspirador de pó, não deixo de passar pela política. Por várias maneiras de pensar e viver política.

Quando pilotamos, seja fogão ou vassoura, ou mesmo o Portal Dominio Feminino impossível deixar de viver esse ar abafado que é a política brasileira.

Foi assim.  Acontece que o meu aspirador de quinze anos, velhinho resolveu não dar mais sinal de colaboração. Meu marido saiu e me trouxe um aspirador de pó. Não tão fácil assim. Ele penou para trabalhar e conseguir o dinheiro; depois penou, sozinho para escolher o mondrongo. Em quinze anos as coisas mudam muito em país de terceiro mundo que quer correr para o primeiro sem fazer estágio.

Abri a caixa do aspirador pó e agua da Electrolux, modelo A10 Smart. Há outro com mais capacidade de captação que é o A20. Acontece que o modelo é excessivamente smart, espertinho. Meus dois únicos aspiradores de pó que precisei ter na vida vieram com kit completo porque não eram smarts. Eram fabricados em tempos honestos e portanto, otários?

É complicado acusar simplesmente o fabricante de desonesto sem levar em consideração os altos custos de folha de pagamento, sindicatos, taxas, impostos de várias naturezas, financiamentos e uma enormidade de outros custos que representam a presença infeliz de um Estado controlador e asfixiante. Porém, farinha pouca meu pirão primeiro.

Voltando ao A10 Smart da Electrolux, por duas pecinhas de custo baixíssimo ele desagrada o consumidor e perde outro tanto. Suja a imagem da empresa por nada. Meu favorito sempre foi de outra marca dos dois anteriores, mas para não deixar o marido tristinho, não reclamei. Mas,.... depois que conferi as peças fiquei uma fera. A peça que mais me faz falta é a peça usada para aspirar estofados e cortinas. Colchões, principalmente. Vejam abaixo a imagem da peça que faltou.


Peça para aspirar colchões, estofados, cortinas etc

Só, que com mais um pouco, bufando contra o produto, descobri que ainda falta a vassourinha para retirar pó de livros, prateleiras, qualquer coisa. Aí, estranhei. Googlei e nem na minha marca favorita encontrei a tal vassoura.

O que foi que aconteceu com essas donas de casa que sequer sabem do que deveriam precisar para uma boa limpeza na casa? O que foi que deu nessas empresas para economizar por tão pouco. Aliás, nem economizam tanto quanto elas pensam. Aí entra um outro problema. Entram os tais "designers".  Do quê eu não sei. Será que é para desenhar um aspirador de pó criativo como os antigos desenhos do meu neto de 8 anos que não acha mais graça em desenhar robôs? Deve ser.

Mas os meninos prodígios não param por aí. Invadem o grafismo tonto demonstrado no maldito "Manual" . Vejam abaixo que facilidade de leitura. Não se preocupem porque é muito pior do que esta imagem. No PDF das empresas é uma coisa, impresso em água de lavar máquina impressora, é outro resultado. Não se consegue ler direito as instruções, por causa da criação inimaginável de uma marca d'água.



No meu tempo de propaganda e publicidade existia uma coisa chamada pesquisa de campo, onde o produto, antes de ser lançado,  era entregue para algumas pessoas usarem e depois emitirem uma pequena apreciação sobre os pontos positivos e negativos do produto. No caso de um aspirador de pó, naturalmente não se pode dar uma "amostra" para cada pessoa disposta a testar o produto, mas pode-se deixar por alguns dias para uso e posterior relatório.

O mesmo deveria ocorrer antes de alterar a estrutura do produto ou fazer alterações como retirada de peças que, talvez, algum conselheiro tenha dito que as ▬ 'donas de casa nunca usam isso'!  Empregados podem até não usar por ignorância, mas as donas de casa atentas exigem que sejam usadas.

E a política? A política é a política econômica, é a propina que os empresários precisam investir para entrar e ganhar uma licitação, assim conduzidos pelos políticos.

Atenção Electrolux que ainda estou a procura das tais peças. Não usarei antes de maneira alguma. Ao menos já sei qual a marca que tem à venda. O que me preocupa, também, é saber o tempo de vida útil do meu aspirador de pó. Quanto tempo ele vai durar. Quinze anos como os outros dois anteriores,  usados diariamente ? Vou deixar de comentar mais detalhadamente a mudança do saco coletor em tecido para este, dizem,  de papel. Não gostei porque é smart demais !

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Pior do que um espelho grego

Para quem tem dificuldades para compreender que nenhum remendo é a solução para acelerar o motor da Economia. Para entender que por mais que você aposte tudo no seu negócio, sua empresa estará sempre fadada ao desespero e sua família arriscando um dia não  ter sequer um teto para protegê-la. Você se considera um empresário e não lê, nem analisa cada linha do que lê ou lê e acredita que seja a solução o acréscimo ou a subtração de um detalhe Fiscal, você está colaborando para que seus descendentes recebam a mesma herança de um pote imenso de frustrações. Este artigo do Economista Rogério Furquim está quase perfeito como lição de casa para todos os brasileiros que não gostam de serem enganados.
O Brasil no espelho grego


O desastre que hoje enfrenta a Grécia não surgiu da noite para o dia. Resultou de sérios equívocos de ação coletiva cometidos pela sociedade grega ao longo de muitos anos e vários governos. O que agora se vê é apenas o trágico final de uma aposta prolongada na ideia de que o país poderia viver para sempre muito além de suas possibilidades. Entre nós, o infortúnio grego deveria ensejar reflexões mais que oportunas sobre as inconsequências fiscais da sociedade brasileira.

No Brasil, o processo político vem engendrando, já há muito tempo, aumento continuado e explosivo de despesas públicas. Nos últimos 16 anos, os gastos primários dos três níveis de governo vêm-se expandindo ao dobro da taxa de crescimento do PIB. As contas públicas só têm sido mantidas sob relativo controle porque, em paralelo, a sociedade tem sido obrigada a destinar ao financiamento do governo parcela cada vez maior dos recursos que gera a cada ano. No esforço de aprofundamento da extração fiscal, a carga tributária teve de ser elevada de cerca de 24% do PIB, no início dos anos 90, para os atuais 36% do PIB. Uma assustadora elevação de 12 pontos percentuais do PIB.

O grande problema é que não há sinal crível de que esse regime fiscal insustentável, que tem requerido um aumento de carga tributária de 3 pontos percentuais do PIB a cada mandato presidencial, esteja prestes a sofrer mudança significativa.

É notória a falta de compromisso da ex-ministra Dilma Rousseff com a ideia de controle do dispêndio público. Desde 2005, quando liderou a resistência à contenção da expansão de gastos proposta por Antonio Palocci e Paulo Bernardo, Dilma Rousseff tem-se empenhado de todas as formas pelo aumento de dispêndio. Em termos de mudança do regime fiscal, não há muito a se esperar, caso seja eleita presidente.

Se o eleito for José Serra, é até possível que haja mais empenho no controle de gastos de custeio. Em entrevista à revista “Veja” (21/4), Serra mencionou a possibilidade de conter gastos com fornecedores por meio de revisão criteriosa de contratos. Mas nada disse sobre as despesas que compõem o grosso do gasto primário federal. O que, sim, deixou perfeitamente claro é que conta com o “aumento de arrecadação via combate à sonegação” para ampliar os investimentos públicos.

Combate à sonegação é fundamental. Mas, a esta altura, já não deveria mais ser plataforma para aumento de carga tributária. Caso Serra venha a ser eleito, o que de melhor se pode esperar no front fiscal, portanto, é alguma contenção no crescimento nos gastos de custeio, combinada a forte expansão de gastos de investimento, sem interrupção da escalada de carga tributária que vem sendo observada há muitos anos. É a insistência na ideia de que é sempre possível gastar mais com novo aprofundamento da extração fiscal.

Foi nesse clima de desalento sobre as reais possibilidades de mudança do regime fiscal, que foi anunciada, na semana passada, a estapafúrdia decisão da Câmara de extinguir a aplicação do fator previdenciário, uma fórmula que vem contribuindo para atenuar o impacto das aposentadorias precoces nas contas públicas. O mais chocante, contudo, não foi a irresponsabilidade do Congresso, sobre o qual o Executivo já não tem nenhuma ascendência, em face dos seus próprios e sucessivos desmandos na área fiscal. Foram, sim, as manifestações espantosamente escapistas e eleitoreiras que os dois principais candidatos a presidente se permitiram, diante de fato tão grave.

A toada é conhecida. Tudo indica que, numa triste repetição de 2002 e 2006, o país vai mais uma vez marchar para as eleições passando ao largo das questões fiscais que efetivamente importam para a discussão do programa de governo do próximo mandato presidencial. O Brasil vai-se dar ao luxo de mais quatro anos de enredo grego. Afinal, como o quadro ainda não configura uma tragédia, sua elite política acha que essas questões podem ficar para a campanha de 2014. Ou, os deuses permitindo, para as calendas gregas.
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O Globo - 14/05/2010 / Página 06 - Opinião
Rogério Furquim Werneck é economista e professor da PUC-Rio
Autor(es): Agencia O Globo/ROGÉRIO FURQUIM WERNECK

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Liberdade pela metade, cuidado Marina Silva!


Muito embora meu sonho seja, um dia possam meus netos "rezarem de cor e salteado" a Constituição do país deles - por ser curta, enxuta e feita para ser compreendida pelo povo -, sigo atenta aos perigos de que esta conclamação se dê na hora e pelas intenções erradas. Enquanto o PT e seus aliados estiverem no poder qualquer movimento em defesa de uma nova Carta Federal será como pôr corda no pescoço. Esta temeridade a candidata do PV Marina Silva tem cometido, principalmente, por propor uma Constituição pela metade. O que já temos.

Bem na hora, o ex-Prefeito e candidato ao Senado pelo Estado do Rio de Janeiro, Cesar Maia faz um alerta ao qual todos nós brasileiros devemos atender.
CUIDADO, MARINA, COM ESSA MIDI-CONSTITUINTE! UM RISCO ÀS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS!

1. Marina sugeriu uma midi-constituinte para decidir sobre as reformas tributária, política e até trabalhista. Na prática, isso significa apenas mais 10% dos votos dos parlamentares (60% - 50%). Para que isso? Olhe bem o risco no caso de uma reforma política. Qual a abrangência de uma reforma política? Lembre-se que foi assim que Chávez chegou aonde chegou com os poderes autoritários-arbitrários que tem. Restrições à liberdade de imprensa é reforma política? Redução do poder dos municípios e estados, é? Eliminação das prerrogativas do senado, é? Reformas ou não devem ser debatidas dentro das regras atuais. Nada de invenção.

2. (Globo.on, 06) A pré-candidata Marina Silva (PV) defendeu nesta quinta-feira, durante o 27º Congresso Mineiro de Municípios, em Belo Horizonte, uma Constituinte exclusiva para fazer as reformas como, por exemplo, a política e a tributária. - Cada candidato diz que vai fazer a reforma tributária, a reforma trabalhista..., e não faz - disse ela, explicando que, se a iniciativa for juridicamente possível, é um passo para fazer reformas estratégicas para o país.

Abaixo, um outro ponto importante do Boletim do Ex-Blog Cesar Maia, mas que está umbilicalmente ligado à Liberdade de uma Constituição verdadeiramente democrática e que considerei que não devesse ser truncado da temática acima. Apenas inverti a ordem dos temas tratados no Boletim.
"JORNALISTAS SÃO MEDIADORES"!

Trecho da coluna de Mariano Grondona, La Nacion (02).

1. A sabedoria não está ao alcance da arrogância daqueles que acreditam que são infalíveis, mas daqueles que beberam, com humildade, o cálice às vezes amargo da aprendizagem. Mas o homem moderno, ansioso para conhecer este e os outros planetas, necessita, para saciar sua sede de informação, a ajuda daqueles mediadores que contam e analisam o que está acontecendo em fronteiras remotas. Esses mediadores são os jornalistas. Que outra garantia tem, no entanto, os consumidores de informação, para não ficarem desinformados, que a "pluralidade" de seus fornecedores?

2. Porque é somente comparando um meio de comunicação com outro; somente mergulhando nas correntezas da concorrência entre os meios de comunicação, é que o leitor, telespectador ou ouvinte poderá se aproximar de um conhecimento satisfatório. O monopólio jornalístico, portanto, é a negação pura e simples do autêntico jornalismo. No mais se pode dizer que o “Unicato” do Estado, ainda mais do que as múltiplas mídias privadas, é a que mais pode aproximar-se, perigosamente, do monopólio informativo.

3. Isto não significa que alguns meios de comunicação atraiam mais consumidores que outros. O que se exclui, por sua própria natureza, é a conspiração universal dos meios de comunicação. O jornalismo autêntico se afasta, por outro lado, tanto do governo como da oposição porque, enquanto a situação busca o alinhamento incondicional com o governo, a oposição é formada por aqueles que se propõem como “alternativa" ao governo.

4. Mas o jornalismo não existe para apoiar ou substituir os detentores do poder, pois seu papel na democracia é ser um “contra-poder”, ou seja, um dos freios sociais mais eficazes para limitar o poder do Estado, cuja tentação natural é o autoritarismo. Assim, as duas principais ferramentas são, de um lado, a informação para fazer conhecer o que os poderosos procuram esconder, e do outro lado, a crítica, para revisar com independência o que dizem e decidem os poderosos

quinta-feira, 6 de maio de 2010

ALIANÇA ELEITORAL ENTRE PSDB-DEM-PPS-PV NO ESTADO DO RIO!



1. O deputado Fernando Gabeira, em seu blog, ontem, anotou: "Alguns jornais on line afirmam que apoiarei as candidaturas de Marina e Serra no primeiro turno e se equivocam. O acordo feito em nível nacional e estadual era de que me eu apoiaria Marina e a coligação dos três partidos apoiaria Serra. Isto foi mencionado algumas vezes em reportagens anteriores. Sou candidato da coligação no sentido de que não farei distinção entre candidatos a cargos proporcionais do PV e dos partidos aliados. De repente, algo que foi sempre claro ficou obscuro. Espero que fique claro de novo".

2. Claríssimo. Este acordo já havia sido estabelecido em 1 de março de 2010. Depois de dois meses de matérias nos jornais, voltou-se ao que era no início. Gabeira apóia Marina. Cesar Maia apóia Serra. Os candidatos a deputados do PV apóiam Marina. Os candidatos a deputados do PSDB, DEM e PPS apóiam Serra.

3. Gabeira, como disse, não fará distinção entre candidatos proporcionais dos 4 partidos. A nota assinada pelos 4 partidos diz assim: "Nas eleições para o Senado, o DEM ocupará a primeira vaga e o PPS a segunda vaga, ambas vinculadas à candidatura nacional (Serra)".

4. Dessa forma, constrói-se com muita competência e habilidade duas retas paralelas: Governador na direção de Marina. Senadores na direção de Serra. Entre estas paralelas, os deputados estarão oscilando entre governador e senador e vice-versa, como em diagonais sucessivas, construindo uma espécie de rede.

5. Isso tudo já havia sido estabelecido em 1 de março. Talvez tenha faltado detalhar e escrever. Agora, escrito e assinado pelos 4 partidos, as dúvidas desaparecem e se pode tratar das pré-campanhas de todos sem espuma e sem interpretações. Prevaleceu a maturidade de todos.

* * *

DILMA EM APUROS

1. Fator Mulher. Pesquisas mostram que mulheres preferem Serra. Marqueteiro de Dilma teve uma ideia: ela se fazer acompanhar pela Dona Marisa, esposa de Lula. Ninguém entendeu a estratégia.

2. Direito de Propriedade. (painel - FSP, 04) Na passagem pela ExpoZebu, em Uberaba, José Serra e Dilma Rousseff foram abordados pela senadora Kátia Abreu, que colhia assinaturas em apoio ao Plano Nacional de Combate às Invasões de Terras. O tucano deu a sua. A petista pediu tempo para analisar o documento. José Alencar (PRB) também aderiu, mesmo depois de ser alertado por um assessor sobre o teor do documento. "Eu sei bem que o estou assinando", reagiu o vice.

3. Dilma diz que as pessoas do Nordeste vêm para o Brasil. Veja.

Extraído do Ex-Blog do Cesar Maia
05 de Maio de 2010
www.cesarmaia.com.br

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Políticos e eleitores no Twitter: Enfim, a sós!



Grandes pessoas discutem idéias; pessoas médias discutem eventos; pequenas pessoas discutem com pessoas. Mark Twain



O pioneiro da internet utilizando o veículo do e-mail como "assistente" auxiliar na gestão pública no Brasil, foi o ex Prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia. Pela ousadia, foi alvo de agudas críticas tanto de seus eleitores menos ágeis como dos inimigos políticos. Apesar do aprendizado, a inovação do ex-Prefeito foi inaugural e de qualquer maneira aplacou dores de uma fatia da população carioca. Pode-se afirmar que Cesar Maia fez boa escola, também nisto.

Como em todo aprendizado ou pioneirismo, porém, era evidente que seus assessores não tinham a mesma ágil visão do chefe. Estamos certos de que na maioria das vezes, assessores se faziam passar pelo Prefeito, repassando pequenas solicitações do povo carioca, em texto curto apenas indicando o redirecionamento e a assinatura CM em caixa alta. Portanto, seria difícil para os desatentos perceberem que não era o prefeito, diretamente, sempre.

Não obstante o assistente do "assistente e-mail" as providências eram tomadas de maneira nem tão rápida. O que nos deixava certas de que nem sempre era o Prefeito que recebia e respondia as mensagens era o fato estranhíssimo de que na maioria das vezes os Secretários ou aqueles que ficavam responsáveis pela solução, não cumprir o que havia sido orientado a providenciar pela autoridade máxima municipal.

Mas não importa, o Cesar Maia foi capaz de se adiantar e somente com a campanha do Obama, nos U.S.A. foi que deixou-se de perseguir o Cesar Maia. E mais, os políticos vieram atrás e hoje tentam com esforço -  ainda muito sem jeito para o negócio - para descobrir como utilizar as redes virtuais ( que os socialistas alteraram para redes sociais )

Com relação a Cesar Maia no Twitter, ocorreu um fato que corrobora o prejuízo de que um secretário despreparado venha tornar-se indiscreto. Passei a seguir o Cesar Maia e observei que não estava na lista dos seguidos. Ou seja, eu ficava só deglutindo o que me era jogado como uma possível informação sem direito à réplica ou como tomar parte nas conversas de trocas de ideias.

Por fim, depois de envio de e-mail reclamando não estar sendo acompanhada pelo ex prefeito não foi minha surpresa descobrir que um jovem se dizia ser o "administrador" da conta do CM no twitter. A orientação que recebi foi a de enviar um outro e-mail socilitando a inclusão. Isto foi demais para minha santa paciência e desanquei o pobre moço. A seguir mandei para lista de discussão do Rio, sugestões para os políticos aprenderem a usar a ferramenta virtual.

Porém pelo que ainda vejo, suas altezas vereadores, deputados e senadores, ainda permanecem como guias, à frente despejando suas informações quase sempre inúteis, enquanto a turba ou a ralé caminha atrás, só retuitando ou engolindo em seco. Sou uma delas e apesar das tentativas de falar sobre coisas mais sérias do que as tweetadas de assuntos do momento, eles não respondem e nos deixam falando sozinhas(os). Respondem sim, quando são tweets elogiosos.

Hey, hellooo!!

Os seguidores não são eleitores simplesmente. Ali atrás estão indivíduos preocupados com o futuro, ainda que para alguns, esse futuro esteja a ser realizado em alguns minutos ou segundos. Porém outros, mais esclarecidos desejam ouvir mais do que comentários sobre eventos ou sobre pessoas. Estes poucos outros desejam tomar parte em conversas sobre ideias e ideias novas para um futuro mais além, rezando para que o futuro não seja o Além.

Um dos Senadores mais ágeis é o Senador Arthur Virgílio. Mas ele, com sua formação diplomática, resvala na baba do quiabo e sai sem sequer tangenciar. Mas, não assina diploma de idiota para seus seguirdores que ele percebe serem acima da média intelectual. Na verdade, ele passa o diploma, algumas vezes, mas é inteligente para não assinar. Não seria o bom político que é, dentro do que pode ser no Sistema e na cultura política brasileira. Demóstenes Torres é delicado no agradecimento.

Agora, com essas novas modas e práticas virtuais, o eleitor tanto quanto o representante político estão de igual para igual. Mas convém aos eleitores lembrar da necessidade de comportamento civilizado e respeitoso. Não porque aquele lá é uma autoridade que foi concedida pelo eleitor, seja na esfera Municipal, Estadual ou Federal. Não só por isto. É pela lógica de que se aquele indivíduo é um representante seu, você não poderá desrespeitá-lo sem o prejuízo de estar desrespeitando a você mesmo.

Por outro lado, o representante político tem necessidade de saber receber uma reclamação de um eleitor e conhecer e usar como baliza aquela opinião que não lhe agrada. Não dá para políticos demonstrarem-se amuados com cobranças do povo, dos eleitores, dos pagadores de impostos, mesmo os inadimplentes por necessidade. Não pode, não deve fazer ouvidos moucos aos tweets que recebe. Mas vamos aprendendo e nos educando, aos poucos, dia a dia.

Na verdade, essa novidade é um Enfim a sós. É o casamento tão desejado entre eleitores e seus representantes. Início de casamento é assim mesmo, e o par busca acomodação e conhecimento mútuo no cotidiano.


Exemplo do que seriam novas Ideias

Se o represenante não está dando conta da incumbência vamos começar a trabalhar pela solução do Recall Eleitoral. Por lei de Renovação do Senado, por nova Constituição que somente poderá ser escrita por um grupo de eleitos apenas para este fim.

Em outro tópico voltarei ao assunto das novas ideias.