sábado, 9 de outubro de 2010

Toma, agora você mata! - Miriam para o Lula




Quando em 17 julho de 2009, na campanha pela eleição à Presidente da República, Fernando Collor de Melo trouxe à baila o caso de Lurian, filha do Lula, os partidos da esquerda, naquele momento, consideraram o fato uma baixaria, um golpe sujo. Nunca é golpe sujo revelar a verdadeira natureza, o caráter e a personalidade de alguém que postule a representação pública e, fundamentalmente, a representação da Nação, do povo brasileiro. De forma legal, sem constrangimentos ou ameaças, Collor conseguiu que o caso viesse à baila por vontade da ex-namorada do Lula a Sra. Miriam Cordeiro.

Nesta discussão importante sobre a ilegalidade do aborto - que defendemos -, que assim se mantenha não apenas por motivos religiosos que defendem a sacralidade da vida, não apenas pelo que assegura os direitos universais, mas por verdadeiramente acreditar na vida como o tesouro que nos foi concedido por Deus ao creditar ao corpo da mulher a missão de abrigar a vida concebida com a participação do homem. Este é o destino, a missão, a obra de um casal.

Tão comovente quanto chocante é o momento no qual Miriam Cordeiro, no quarto da maternidade e a sós com o Lula, ela transfere a filha Lurian dos seus braços para os braços do Lula, pai biológico e diz:

Toma, agora você mata!

O problema do racismo de Lula relatado pela Sra. Miriam Cordeiro não é novidade entre o povo nordestino. Entre o povo nordestino nunca houve miscigenação consentida pela sociedade e os casos - inúmeros - são resultado do período da escravatura. A miscigenação nordestina ocorreu entre indios e holandeses e franceses na escala da ocupação em relação aos Estados. Esta miscigenação, sim, tinha um certo grau de aceitação social, ainda que fora não se consumasse, historicamente, pelo matrimônio.

O nordestino verdadeiro sabe disto e os que negarem estão em desarmonia com a verdade. A união entre holandeses e índios é cantada em prosa e verso, admitida como sublime, ao contrário da união carnal entre negros e brancos europeus. ( há diferenças entre o conceito de branco europeu e ibérico ).

Nas atuais eleições, o Lula sabedor de que a vida privada de um candidato ao posto mais alto de uma Nação não pode ser varrida para detrás das cortinas, têm protegido sua candidata Dilma Rousseff contra toda a obviedade de sua história no plano da vida pessoal. Os grandes órgãos da imprensa brasileira têm se acovardado diante dos embaraços que provocarão o politicamente incorreto.

Um candidato à todos e quaisquer candidatos a cargos públicos não têm direitos quanto a sua história de vida, seus gostos ou suas práticas morais. O povo precisa saber sobre o candidato. Do contrário, não saberá para onde irá pender suas predileções morais na hora de produzir desgraças, tais como cerceamento das liberdades ou escancaramento da libertinagem que servirão de exemplos aos nossos jovens e aos adultos moralmente esgarçados.

O Partido dos Trabalhadores que trabalha nas trevas da ilegalidade e do crime pode assenhorar-se da máquina pública para invadir a privacidade e distorcê-la a seu bel-prazer contra os adversários. Isto eles acham que é permitido e lícito. Porém, se divulgar o que existe e é de conhecimento de muitos, e ampliar o conhecimento dos fatos para todos: -  Não, isto não pode.

Apurar boatos, é importante. Se os boatos  forem corroborados como mentiras, tanto melhor, mas se forem constatados e corroborados como verdade, mais se saberá sobre a svida do candidatos e os pontos de vista que ele defenderá em Leis e mandos ou desmandos durante sua gestão.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Herói brasileiro



Haverá mais fatos a serem comentados sobre os atos dos militantes do Partido dos Trabalhadores, ou do Lula ou de qualquer membros dos outros dois Poderes ou das forças ocultas braços violentos do PT e PMDB ? Não, não há.

Se não há nem haverá, por que as pessoas ficam esvoaçando, principalmente do Twitter, reclamando e pedindo soluções? Tenha dó; você que vocifera em 140 toques suplicando que alguém, desque que não seja você, naturalmente, tome alguma atitude. Você não se arrisca, mas pede que algum idiota o faça por você.

Por que você exige isto de alguém e você não é capaz? Todavia, o lado cômico e hilariante ( Hilário é nome de pessoa ) é quando você é chamado, o que você faz e diz? Você finge que não leu, finge que se esqueceu. Outros vocês, que são milhares, se apresentam para "discutir na praça da Sé" corroborando que você não é diferente do Lula ou do PT. Ao prestar-se a tomar parte da discussao significa... nada. Significa que você vai ficar espiando. Ao contrário do militante do PT que se arrisca e faz.

Se tivéssemos uns cem dispostos a tomar parte e fazer alguma coisa, não teríamos tantos assistentes de discussões só espiando. Todos querem fazer alguma coisa para combater tudo. Todos estão dispostos, cheios de bravatas lulistas de coragem, até que são chamados e se apresentam como nós brasileiros somos. Somos bravateiros por índole, por natureza cultural.

Foram pautados tuites relembrando Tiradentes, nosso único Herói. Por que Tiradentes se transformou em Herói Nacional? Se todos lermos com pouco ou nenhum cuidado a História do Brasil, ele foi o único por causa da prisão que se efetuou no Rio de Janeiro, onde os tambores tocavam e o som atingia o restante do povo. Foi Herói, essencialmente, porque morreu.

Com Tiradentes fica nossa impressão de que o heroismo exige o martírio, a morte, de preferência. Nesta linha de constatação é compreensível que todos que pensem em se organizar para se rebelar ( gosto do riot em Inglês ) pensarão logo como será sua morte heróica. E o que acontece é que se espera sempre que alguém vá na frente, eu não, Tiradentes não quero ser (será o traidor?). Quem for escalado para ir à frente de algum movimento corre o risco de viver o mesmo que Tiradentes. Na hora do pega-pra-capar, ele vai ser traido e ficar sozinho, na melhor das hipóteses.

O famoso fogo de palha. Ou, sendo romântica um verso de um poema de Manuel Bandeira. Com honestidade ( concordo com João Ubaldo sobre este aspecto do caráter do brasileiro que não consegue ser honesto e podem incluir-me ) quem teria o direito de reclamar do Lula nosso Luís XIV , O Sol que brilha para nós se só se movem para abrir e fechar a boca para articular umas poucas imprecações imaturas e sabe o quê ? Covardes.

Somos um povo violento mas contido como eram contidos os escravos escondendo seus passos de capoeira na dança. Porém, naquela atitude havia determinação e ação. Aquele DNA não foi transferido e cá estamos nós violentos covardes. Capazes de só agir quando enfurecidos e movidos por motivos unicamente pessoais. Sempre preocupados com que se vai perder, em termos financeiros, quando contrariar aquele do qual depende para efetuar negócios.

Vergonhoso observar como muitas pessoas analisa a propriedade em se engajar em alguma ação política. Tem-se a nítida impressão de que elas estão calculando os riscos e a forma de tirar algum proveito, ganhar algum. Não que haja alguma coisa de desonesto em querer remuneração pelo tempo trabalhado para defender os preguiçosos que não se arriscam, mas é que, em todo engajamento é preciso faturar, pensa-se.

Sabemos que a maioria dos grupos 'em prol ' ganham horrores fazendo outros trabalharem para eles em nome do sentimento cívico. Parece não haver mais lugar para tantos enganadores. Mas, ora, se falamos tão mal disto tudo, por que é que não se faz alguma coisa assustadora? Assustador seria não enganar. Enganar também é fingir que toma parte e apenas se diz que vai 'acompanhar com interesse' . Assustador e honesto é não pretender ser herói brasileiro, mas nem por isto deixar de lado o que precisa ser feito.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O que é isso? É a NOVA ORDEM, estúpido !





Já houve um tempo em que associações de natureza sócio-político ou caritativa não eram consideradas suspeitas e por isto mesmo pessoas convidadas a tomarem parte não tinham a preocupação de sair perguntando a estranhos, nem mesmo a amigos: o que é isso ?

Não havia esta necessidade por um simples motivo: desde seu início estes grupos eram formados por pessoas conhecidas que dispensavam apresentação documental de vida pregressa. Outro motivo, de igual importância, é que aos poucos, os membros iam convidando seus amigos mais próximos. Assim, aos poucos iam-se unindo pessoas confiáveis.

Ao fazer o convite para alguém, tinha-se o cuidado de explicar sobre o que objetivava a associação. Sabia-se sobre os fins, sabia-se sobre a seriedade das pessoas que estavam na liderança da formação da entidade.

Atualmente, imensa gama de subterfúgios ou simples estratégias para conquistar adeptos são utilizadas. Desde um convite via e-mail dizendo que você é um VIP, um convidado especial para tomar parte em um evento seja simpósio, mesa redonda, ou um simples cocqueteil de natureza secretamente seletiva, para incautos.

Avoluma-se o número de pessoas convidadas que saem buscando informações que justifiquem e expliquem aquela ocorrência. De imediato ligam para os amigos que consideram bem informados e honestos. O que é isso ? Quem são eles? Quem e o quê está por detrás.

Situação complicada para quem foi escalado para oferecer as respostas, até porque, algumas vezes, o interrogado tendo passado pela mesmíssima situação, também não conseguiu identificar as respostas e mesmo quando tenha conseguido sente-se responsável e constrangido por causar decepção.

O convidado ressabiado insiste reestruturando as perguntas. E você que está sendo argüido começa a se sentir um traíra em omitir sua opinião ou certeza. O perguntador insiste que já andou vendo as companhias do grupo e não gostou, mas precisa saber se é um acaso ou se é mesmo uma armadilha.

Diz o convidado VIP “que não entendeu nada, nem sobre os objetivos da instituição que reúne cobras e lagartos e não diz a que vem”. “Por isto é que estou telefonando para você, pode ser que você possa me esclarecer alguma coisa.” Por fim, desolado declara que achou estranho o fato de “você não estar com eles”.

Minha resposta foi que, já estive na situação dele como convidada VIP e por não ter entendido nada, dei o fora o mais rápido possível. Insisto que ele deve ir e procurar saber o que é aquilo. Sendo ele mais vivido e esperto do que eu, se ele descobrir, conte-me, porque já tentei consultar os mais sábios e que pelos mesmos motivos, não estão lá. Lá estão os incautos e os muito bem viciados em tirar algum proveito.

Então, fie-se de que a cúpula não sabe quem está ali para se locupletar às custas deles ! Acontece que, os macacos só coçam para dentro e aquela peça publicitária - na qual puseram na boca do Gerson, a famosa frase: Temos que tirar vantagem de tudo, certo? - sinalizava o começo de tudo que vemos. Com os macacos só coçando para dentro, pobres coitados, aqueles que pensam que terão verdadeiras vantagens. Para aqueles, só sobrarão as pulgas, os percevejos e os piolhos. E isso, só se eles desempenharem seus papéis de submissos e aproveitadores.

Quando você encontrar por aí, alguma instituição que aglutine gente que parece ser da Direita, outros que parecem ser da Esquerda mais os que são da Direita fisiliologista, gente da Esquerda da Social-democrata, comunistas escondidos,  e,  isto lembre a você um PMDB saco de gatos e oportunistas, saberá que esta é a NOVA ORDEM. É o tal  Project Syndicate, do George Soros, com outro nome. Aqui se esconde a Direita fisiologista desesperada por desejar ser devorada por últmo.

Para cada esperto, há sempre outro muito mais esperto.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Aspirador de pó e de dinheiro


Quando menino, ouvia minha avó dando consultoria para as empregadas: - “Abra o olho com o leiteiro, ele bota água no leite. Cuidado com o açougueiro, ele rouba no peso. Preste atenção com o feirante, ele rouba no troco.” Minha avó - que nasceu no século 19 -, viva estivesse, diria: “ Eu não disse?”
Roberto de Castro Neves - Imagem Empresarial



Nós do DominioFeminino vivemos em espaço de mil variações. Vamos da vassoura (escovinha redonda) ou do aspirador de pó à política. Ainda que eu vá falar sobre o aspirador de pó, não deixo de passar pela política. Por várias maneiras de pensar e viver política.

Quando pilotamos, seja fogão ou vassoura, ou mesmo o Portal Dominio Feminino impossível deixar de viver esse ar abafado que é a política brasileira.

Foi assim.  Acontece que o meu aspirador de quinze anos, velhinho resolveu não dar mais sinal de colaboração. Meu marido saiu e me trouxe um aspirador de pó. Não tão fácil assim. Ele penou para trabalhar e conseguir o dinheiro; depois penou, sozinho para escolher o mondrongo. Em quinze anos as coisas mudam muito em país de terceiro mundo que quer correr para o primeiro sem fazer estágio.

Abri a caixa do aspirador pó e agua da Electrolux, modelo A10 Smart. Há outro com mais capacidade de captação que é o A20. Acontece que o modelo é excessivamente smart, espertinho. Meus dois únicos aspiradores de pó que precisei ter na vida vieram com kit completo porque não eram smarts. Eram fabricados em tempos honestos e portanto, otários?

É complicado acusar simplesmente o fabricante de desonesto sem levar em consideração os altos custos de folha de pagamento, sindicatos, taxas, impostos de várias naturezas, financiamentos e uma enormidade de outros custos que representam a presença infeliz de um Estado controlador e asfixiante. Porém, farinha pouca meu pirão primeiro.

Voltando ao A10 Smart da Electrolux, por duas pecinhas de custo baixíssimo ele desagrada o consumidor e perde outro tanto. Suja a imagem da empresa por nada. Meu favorito sempre foi de outra marca dos dois anteriores, mas para não deixar o marido tristinho, não reclamei. Mas,.... depois que conferi as peças fiquei uma fera. A peça que mais me faz falta é a peça usada para aspirar estofados e cortinas. Colchões, principalmente. Vejam abaixo a imagem da peça que faltou.


Peça para aspirar colchões, estofados, cortinas etc

Só, que com mais um pouco, bufando contra o produto, descobri que ainda falta a vassourinha para retirar pó de livros, prateleiras, qualquer coisa. Aí, estranhei. Googlei e nem na minha marca favorita encontrei a tal vassoura.

O que foi que aconteceu com essas donas de casa que sequer sabem do que deveriam precisar para uma boa limpeza na casa? O que foi que deu nessas empresas para economizar por tão pouco. Aliás, nem economizam tanto quanto elas pensam. Aí entra um outro problema. Entram os tais "designers".  Do quê eu não sei. Será que é para desenhar um aspirador de pó criativo como os antigos desenhos do meu neto de 8 anos que não acha mais graça em desenhar robôs? Deve ser.

Mas os meninos prodígios não param por aí. Invadem o grafismo tonto demonstrado no maldito "Manual" . Vejam abaixo que facilidade de leitura. Não se preocupem porque é muito pior do que esta imagem. No PDF das empresas é uma coisa, impresso em água de lavar máquina impressora, é outro resultado. Não se consegue ler direito as instruções, por causa da criação inimaginável de uma marca d'água.



No meu tempo de propaganda e publicidade existia uma coisa chamada pesquisa de campo, onde o produto, antes de ser lançado,  era entregue para algumas pessoas usarem e depois emitirem uma pequena apreciação sobre os pontos positivos e negativos do produto. No caso de um aspirador de pó, naturalmente não se pode dar uma "amostra" para cada pessoa disposta a testar o produto, mas pode-se deixar por alguns dias para uso e posterior relatório.

O mesmo deveria ocorrer antes de alterar a estrutura do produto ou fazer alterações como retirada de peças que, talvez, algum conselheiro tenha dito que as ▬ 'donas de casa nunca usam isso'!  Empregados podem até não usar por ignorância, mas as donas de casa atentas exigem que sejam usadas.

E a política? A política é a política econômica, é a propina que os empresários precisam investir para entrar e ganhar uma licitação, assim conduzidos pelos políticos.

Atenção Electrolux que ainda estou a procura das tais peças. Não usarei antes de maneira alguma. Ao menos já sei qual a marca que tem à venda. O que me preocupa, também, é saber o tempo de vida útil do meu aspirador de pó. Quanto tempo ele vai durar. Quinze anos como os outros dois anteriores,  usados diariamente ? Vou deixar de comentar mais detalhadamente a mudança do saco coletor em tecido para este, dizem,  de papel. Não gostei porque é smart demais !

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Pior do que um espelho grego

▌Para quem tem dificuldades para compreender que nenhum remendo é a solução para acelerar o motor da Economia. Para entender que por mais que você aposte tudo no seu negócio, sua empresa estará sempre fadada ao desespero e sua família arriscando um dia não  ter sequer um teto para protegê-la. Você se considera um empresário e não lê, nem analisa cada linha do que lê ou lê e acredita que seja a solução o acréscimo ou a subtração de um detalhe Fiscal, você está colaborando para que seus descendentes recebam a mesma herança de um pote imenso de frustrações. Este artigo do Economista Rogério Furquim está quase perfeito como lição de casa para todos os brasileiros que não gostam de serem enganados.▌
O Brasil no espelho grego


O desastre que hoje enfrenta a Grécia não surgiu da noite para o dia. Resultou de sérios equívocos de ação coletiva cometidos pela sociedade grega ao longo de muitos anos e vários governos. O que agora se vê é apenas o trágico final de uma aposta prolongada na ideia de que o país poderia viver para sempre muito além de suas possibilidades. Entre nós, o infortúnio grego deveria ensejar reflexões mais que oportunas sobre as inconsequências fiscais da sociedade brasileira.

No Brasil, o processo político vem engendrando, já há muito tempo, aumento continuado e explosivo de despesas públicas. Nos últimos 16 anos, os gastos primários dos três níveis de governo vêm-se expandindo ao dobro da taxa de crescimento do PIB. As contas públicas só têm sido mantidas sob relativo controle porque, em paralelo, a sociedade tem sido obrigada a destinar ao financiamento do governo parcela cada vez maior dos recursos que gera a cada ano. No esforço de aprofundamento da extração fiscal, a carga tributária teve de ser elevada de cerca de 24% do PIB, no início dos anos 90, para os atuais 36% do PIB. Uma assustadora elevação de 12 pontos percentuais do PIB.

O grande problema é que não há sinal crível de que esse regime fiscal insustentável, que tem requerido um aumento de carga tributária de 3 pontos percentuais do PIB a cada mandato presidencial, esteja prestes a sofrer mudança significativa.

É notória a falta de compromisso da ex-ministra Dilma Rousseff com a ideia de controle do dispêndio público. Desde 2005, quando liderou a resistência à contenção da expansão de gastos proposta por Antonio Palocci e Paulo Bernardo, Dilma Rousseff tem-se empenhado de todas as formas pelo aumento de dispêndio. Em termos de mudança do regime fiscal, não há muito a se esperar, caso seja eleita presidente.

Se o eleito for José Serra, é até possível que haja mais empenho no controle de gastos de custeio. Em entrevista à revista “Veja” (21/4), Serra mencionou a possibilidade de conter gastos com fornecedores por meio de revisão criteriosa de contratos. Mas nada disse sobre as despesas que compõem o grosso do gasto primário federal. O que, sim, deixou perfeitamente claro é que conta com o “aumento de arrecadação via combate à sonegação” para ampliar os investimentos públicos.

Combate à sonegação é fundamental. Mas, a esta altura, já não deveria mais ser plataforma para aumento de carga tributária. Caso Serra venha a ser eleito, o que de melhor se pode esperar no front fiscal, portanto, é alguma contenção no crescimento nos gastos de custeio, combinada a forte expansão de gastos de investimento, sem interrupção da escalada de carga tributária que vem sendo observada há muitos anos. É a insistência na ideia de que é sempre possível gastar mais com novo aprofundamento da extração fiscal.

Foi nesse clima de desalento sobre as reais possibilidades de mudança do regime fiscal, que foi anunciada, na semana passada, a estapafúrdia decisão da Câmara de extinguir a aplicação do fator previdenciário, uma fórmula que vem contribuindo para atenuar o impacto das aposentadorias precoces nas contas públicas. O mais chocante, contudo, não foi a irresponsabilidade do Congresso, sobre o qual o Executivo já não tem nenhuma ascendência, em face dos seus próprios e sucessivos desmandos na área fiscal. Foram, sim, as manifestações espantosamente escapistas e eleitoreiras que os dois principais candidatos a presidente se permitiram, diante de fato tão grave.

A toada é conhecida. Tudo indica que, numa triste repetição de 2002 e 2006, o país vai mais uma vez marchar para as eleições passando ao largo das questões fiscais que efetivamente importam para a discussão do programa de governo do próximo mandato presidencial. O Brasil vai-se dar ao luxo de mais quatro anos de enredo grego. Afinal, como o quadro ainda não configura uma tragédia, sua elite política acha que essas questões podem ficar para a campanha de 2014. Ou, os deuses permitindo, para as calendas gregas.
----------------
O Globo - 14/05/2010 / Página 06 - Opinião
Rogério Furquim Werneck é economista e professor da PUC-Rio
Autor(es): Agencia O Globo/ROGÉRIO FURQUIM WERNECK

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Liberdade pela metade, cuidado Marina Silva!


Muito embora meu sonho seja, um dia possam meus netos "rezarem de cor e salteado" a Constituição do país deles - por ser curta, enxuta e feita para ser compreendida pelo povo -, sigo atenta aos perigos de que esta conclamação se dê na hora e pelas intenções erradas. Enquanto o PT e seus aliados estiverem no poder qualquer movimento em defesa de uma nova Carta Federal será como pôr corda no pescoço. Esta temeridade a candidata do PV Marina Silva tem cometido, principalmente, por propor uma Constituição pela metade. O que já temos.

Bem na hora, o ex-Prefeito e candidato ao Senado pelo Estado do Rio de Janeiro, Cesar Maia faz um alerta ao qual todos nós brasileiros devemos atender.
CUIDADO, MARINA, COM ESSA MIDI-CONSTITUINTE! UM RISCO ÀS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS!

1. Marina sugeriu uma midi-constituinte para decidir sobre as reformas tributária, política e até trabalhista. Na prática, isso significa apenas mais 10% dos votos dos parlamentares (60% - 50%). Para que isso? Olhe bem o risco no caso de uma reforma política. Qual a abrangência de uma reforma política? Lembre-se que foi assim que Chávez chegou aonde chegou com os poderes autoritários-arbitrários que tem. Restrições à liberdade de imprensa é reforma política? Redução do poder dos municípios e estados, é? Eliminação das prerrogativas do senado, é? Reformas ou não devem ser debatidas dentro das regras atuais. Nada de invenção.

2. (Globo.on, 06) A pré-candidata Marina Silva (PV) defendeu nesta quinta-feira, durante o 27º Congresso Mineiro de Municípios, em Belo Horizonte, uma Constituinte exclusiva para fazer as reformas como, por exemplo, a política e a tributária. - Cada candidato diz que vai fazer a reforma tributária, a reforma trabalhista..., e não faz - disse ela, explicando que, se a iniciativa for juridicamente possível, é um passo para fazer reformas estratégicas para o país.

Abaixo, um outro ponto importante do Boletim do Ex-Blog Cesar Maia, mas que está umbilicalmente ligado à Liberdade de uma Constituição verdadeiramente democrática e que considerei que não devesse ser truncado da temática acima. Apenas inverti a ordem dos temas tratados no Boletim.
"JORNALISTAS SÃO MEDIADORES"!

Trecho da coluna de Mariano Grondona, La Nacion (02).

1. A sabedoria não está ao alcance da arrogância daqueles que acreditam que são infalíveis, mas daqueles que beberam, com humildade, o cálice às vezes amargo da aprendizagem. Mas o homem moderno, ansioso para conhecer este e os outros planetas, necessita, para saciar sua sede de informação, a ajuda daqueles mediadores que contam e analisam o que está acontecendo em fronteiras remotas. Esses mediadores são os jornalistas. Que outra garantia tem, no entanto, os consumidores de informação, para não ficarem desinformados, que a "pluralidade" de seus fornecedores?

2. Porque é somente comparando um meio de comunicação com outro; somente mergulhando nas correntezas da concorrência entre os meios de comunicação, é que o leitor, telespectador ou ouvinte poderá se aproximar de um conhecimento satisfatório. O monopólio jornalístico, portanto, é a negação pura e simples do autêntico jornalismo. No mais se pode dizer que o “Unicato” do Estado, ainda mais do que as múltiplas mídias privadas, é a que mais pode aproximar-se, perigosamente, do monopólio informativo.

3. Isto não significa que alguns meios de comunicação atraiam mais consumidores que outros. O que se exclui, por sua própria natureza, é a conspiração universal dos meios de comunicação. O jornalismo autêntico se afasta, por outro lado, tanto do governo como da oposição porque, enquanto a situação busca o alinhamento incondicional com o governo, a oposição é formada por aqueles que se propõem como “alternativa" ao governo.

4. Mas o jornalismo não existe para apoiar ou substituir os detentores do poder, pois seu papel na democracia é ser um “contra-poder”, ou seja, um dos freios sociais mais eficazes para limitar o poder do Estado, cuja tentação natural é o autoritarismo. Assim, as duas principais ferramentas são, de um lado, a informação para fazer conhecer o que os poderosos procuram esconder, e do outro lado, a crítica, para revisar com independência o que dizem e decidem os poderosos

quinta-feira, 6 de maio de 2010

ALIANÇA ELEITORAL ENTRE PSDB-DEM-PPS-PV NO ESTADO DO RIO!



1. O deputado Fernando Gabeira, em seu blog, ontem, anotou: "Alguns jornais on line afirmam que apoiarei as candidaturas de Marina e Serra no primeiro turno e se equivocam. O acordo feito em nível nacional e estadual era de que me eu apoiaria Marina e a coligação dos três partidos apoiaria Serra. Isto foi mencionado algumas vezes em reportagens anteriores. Sou candidato da coligação no sentido de que não farei distinção entre candidatos a cargos proporcionais do PV e dos partidos aliados. De repente, algo que foi sempre claro ficou obscuro. Espero que fique claro de novo".

2. Claríssimo. Este acordo já havia sido estabelecido em 1 de março de 2010. Depois de dois meses de matérias nos jornais, voltou-se ao que era no início. Gabeira apóia Marina. Cesar Maia apóia Serra. Os candidatos a deputados do PV apóiam Marina. Os candidatos a deputados do PSDB, DEM e PPS apóiam Serra.

3. Gabeira, como disse, não fará distinção entre candidatos proporcionais dos 4 partidos. A nota assinada pelos 4 partidos diz assim: "Nas eleições para o Senado, o DEM ocupará a primeira vaga e o PPS a segunda vaga, ambas vinculadas à candidatura nacional (Serra)".

4. Dessa forma, constrói-se com muita competência e habilidade duas retas paralelas: Governador na direção de Marina. Senadores na direção de Serra. Entre estas paralelas, os deputados estarão oscilando entre governador e senador e vice-versa, como em diagonais sucessivas, construindo uma espécie de rede.

5. Isso tudo já havia sido estabelecido em 1 de março. Talvez tenha faltado detalhar e escrever. Agora, escrito e assinado pelos 4 partidos, as dúvidas desaparecem e se pode tratar das pré-campanhas de todos sem espuma e sem interpretações. Prevaleceu a maturidade de todos.

* * *

DILMA EM APUROS

1. Fator Mulher. Pesquisas mostram que mulheres preferem Serra. Marqueteiro de Dilma teve uma ideia: ela se fazer acompanhar pela Dona Marisa, esposa de Lula. Ninguém entendeu a estratégia.

2. Direito de Propriedade. (painel - FSP, 04) Na passagem pela ExpoZebu, em Uberaba, José Serra e Dilma Rousseff foram abordados pela senadora Kátia Abreu, que colhia assinaturas em apoio ao Plano Nacional de Combate às Invasões de Terras. O tucano deu a sua. A petista pediu tempo para analisar o documento. José Alencar (PRB) também aderiu, mesmo depois de ser alertado por um assessor sobre o teor do documento. "Eu sei bem que o estou assinando", reagiu o vice.

3. Dilma diz que as pessoas do Nordeste vêm para o Brasil. Veja.

Extraído do Ex-Blog do Cesar Maia
05 de Maio de 2010
www.cesarmaia.com.br