quinta-feira, 26 de maio de 2011

O melhor leitor vem da esquerda




Um dos grandes trunfos na comunicação do PT e esquerda toda, na rede, são exatamente os blogs patrocinados com o dinheiro público. Aqueles blogueiros não apenas dão sustentação à ideologia, propagam, doutrinam e vigiam os leitores oposicionistas. Vigiam a Rede. São eles os melhores leitores dos oposicionistas.

Não importa que o nome não seja citado, mas o fato deixou-me chocada. Um tweet de alguém que não é PT dizia: “virou moda e todo mundo quer ter um blog.”

Um oposicionista tacanho deste naipe é tudo do que a esquerda precisa para assegurar o terreno do qual já se apossou. Este é o leitor para o qual não se escreve. Ele muitas vezes tem blog e escreve, mas ele não lê os outros. Ainda tem os que nem escrevem nem lêem e se acham capacitados para lembrar o analfabetismo do ex-presidente Lula. 



segunda-feira, 18 de abril de 2011

A vingança do bandido salva


Tenho certeza de que se eu insistir e começar a falar mal dos PeTralhas eu salvarei o Brasil. Disto não mais tenho dúvida alguma. Preciso ter em mente que falando mal do PT, escrevendo sobre as falcatruas do PT estarei na rota certa. 

Se ironizar e achincalhar os Petralhas dá certo e apenas eu não faço, lastimavelmente, estou na contra-mão do caminho correto. A tal oposição faz isto com persistência admirável, mas pessoas como eu impedem o sucesso das ações concretas, bem amalgamadas em cimento e brita.

Xingar, ironizar e repetir as denúncias dos mal-feitos do PT nas figuras dos homens dos Poderes e dos Governos me lembra muito a vingança do bandido, na delegacia, diante do delegado, ele apenas em pensamento denigre a figura do delegado até o mais baixo nível : delegado de bosta, covarde, corrupto, canalha e segue com sua evacuação mental.

O delegado se mantém delegado, dono do poder,  e o bandido permanece refém da vontade do poder do delegado. Moral da estória: o delegado está fazendo andando, para o bandido.

E assim destronarei o PT e salvarei a República. Missão cumprida.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Dois em um da PL Gay 122




Foi desarquivado no Senado Federal e volta a tramitar o Projeto de Lei (PL) 122, que possui em seu bojo a definição de regras e punições para a tratativa de crimes de homofobia, ou seja, passará a ser crime discriminar homossexuais, idosos e deficientes. Leia excelente artigo no Blog Tribo dos Manaós para saber exatamente do que se trata.

Acrescento mais um utilíssimo link do Midia Sem Máscara:

Segundo reportagem da Agência Câmara, "pesquisas registram mais de 200 assassinatos a homossexuais em todo o país". Sim, mas assassinados por quê? Pelo fato de serem homossexuais? Pelo fato de estarem em ambientes marcados pela violência? Pelo consumo de drogas? Pela libertinagem? Por latrocínios? Pelo fato de estarem de madrugada em ruas e bairros perigosos? Não se cita. Assim sendo, parece que, se um homossexual estiver andando de madrugada na Vila Cruzeiro no Rio de Janeiro e calhar de ele ser assassinado, engrossará as estatísticas de "assassinatos contra homossexuais".


1) Agora, passo a relatar o que venho acompanhando há duas décadas e pouco. Jovens adolescentes -  isso já há mais de duas décadas atrás -,  de ambos os sexos eram atraídos por outros adolescentes. Uma adolescente menina assediava um adolescente menino. Passavam a namorar sem que o menino, no caso, se desse conta da homossexualidade da jovem namorada. Laços afetivos atados o trabalho de militância estava em fase de conclusão.

Qual era a ideia? Após algum tempo a menina confessava ser homossexual e, diante da reação do namorado, a resposta era: "se você gosta de mim e eu sou homossexual você também é homosexual e não sabia . Você nem nem notou diferença nenhuma. Viu? Não tem diferença ". A partir daí tentavam a doutrinação descarada já em outra fase, a fase do ménage a trois. A menina introduzia sua namorada nos jogos amorosos. Inverta-se de jovem do sexo feminino homossexual para meninino e o resultado é o mesmo.

Mais ou menos pela década de 90 a moda do *fio terra*  tornou-se muito popular entre os casais jovens, principalmente os adolescentes,  e não era à toa. O *fio terra* consiste na introdução do dedo no ânus masculino para provocar prazer. Esta era uma arma a mais, utilizada pela mulheres homossexuais em seus jovens namorados inexperientes visando à indução ao "homossexualismo masculino".

Nada era feito sem um projeto e eis porque agir no ambiente jovem era muito mais fácil, numa faixa etária de efervescência hormonal e formação moral ainda por ser sedimentada os jovens adolescentes eram atraídos. Some-se a tudo isto o descaso dos muitos pais que, por vezes, alegremente por se livrar dos filhos nos finais de semana permitiam suas viagens com os "amiguinhos" sem que procurassem saber de que tipo de amigos, de que tipos de famílias eles procediam.

Em todas as classes sociais há atuação da militância gay, até mesmo entre grupos sociais de adultos, não se enganem e fiquem atentos.

Por que eles se matam ?

2) Sobre a violência contra os gays ( por favor leia o link para o Midia Sem Máscara ) lembramos que a violência dos casos que mais repercutiram nestes últimos tempos foram crimes passionais praticados por gays, ativos e passivos. No Rio, em setembro de 2004 o estilista Amaury Veras, de 53 anos, foi morto pelo amante e sócio o, também, estilista Frank Mackey, a quem conheci muito superficialmente.

O seguinte que reverberou na imprensa foi o do curitibano, o escritor Wilson Bueno, assassinado por um bofe tendo como estopim assunto pecuniário. E o mais recente, também com reverberação internacional refere-se ao assassinato do jornalista Português , Carlos Castro, assassinado de forma brutal  pelo amante, em Nova Iorque.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Choramingando, por quê ?




Há uma semana o Brasil vem se postando de joelhos e se arrastando também genuflexo com a mesma fúria das enxurradas de lama e água. Igualmente furiosa tem sido, por séculos, a distância entre o Dever do Estado em relação ao povo que o legitimaria, se a função para qual ele foi criado, e bem pago,  fosse exercida: cuidar do indivíduos pagadores de impostos.

Só agora a imprensa brasileira chama atenção para as proporções comparativas entre as enchentes que abalaram, em escala muito mais dramáticas, a Austrália. Crocodilos e cobras em fuga juntamente com as populações. Em território equivalente ao Estado de Minas Gerais e São Paulo, a extenção do que acontece no Estado do Rio de Janeiro é nada. Deveria ter sido nada. Lá, na Austrália, apesar da descomunal desproporção comparada com o parte do Estado do Rio de Janeiro, o total de vítimas fatais foram de 29 pessoas.

O que faz toda a diferença do mundo é que, apesar de ligado à Coroa Britânica, a Austrália antigo presídio, com apenas 190 anos de independência, tem um sistema federalista autonômico. Um sistema administrativo descentralizado e por isto mesmo, autonômico. Tem um Estado pequeno e forte e ágil porque é descentralizado. A Austrália tem Constituição ( com base do Direito da Commonwealth Law, ou Direito Consuetudinário ) e cumprida à risca.

Somente com base numa Constituição verdadeira um povo tem conhecimento e segurança para conhecer seus deveres e direitos. E da mesma forma, reclamá-los.

O que se tem presenciado e ouvido nesta última Semana da Vergonha Nacional é uma manipulação - alegremente aceita - do Estado sobre os indivíduos. Aquele repassa para estes o DEVER que lhe cabe e como ovelhas felizes, saem balindo. A grande malandragem da Esquerda, e não só a esquerda petista, foi a desconstrução da palavra Solideriedade que nada mais significa, hoje,  do que "o trabalho do Estado foi transferido para o povo ".  "O povo é culpado pelas mazelas e desgraças, então ele tem que pagar" - como se dissesse.

Com a presença do Estado e o dever exercitado, qualquer iniciativa individual teria outros nomes, tais como generosidade, caridade, ação humanistica e outras. Com a desconstrução da palavra solidariedade, enxertaram nela outro conceito: Dever. O indivíduo passou a ter o Dever de trabalhar em substituição ao dever do Estado e dos governantes. Mas o povo acha lindo ser "solidário" no conceito que foi imposto. O povo não se dá conta, nem na pancada.

As catástrofes passadas, a última do ano de 2010 não serviram para nada. O povo continua sem aprender, sem pensar, sem agir da maneira adequada que é pela mobilização constante para realizar o exercício permanente de ações indispensáveis para conter os desmandos de todos e quaisquer governos em todas as épocas. Seja ele Governo Federal, Estadual ou Municipal. Ações dirigidas ao enquadramento dos seus governantes.

A sensação de ser útil atrai a todos e governantes contam com a *solidariedade* de um povo inexperiente, que não sente que está sempre à disposição e trabalhando no lugar daqueles tão bem refestelados nos Cofres da União. O povo brasileiro não percebe que é patrão e não é escravo deste ou daquele governante. Alguns pergutarão: - "mas vamos deixar as pessoas morrerem sem comida e água e roupa ?"  e ainda irão acrescentar: "Nós somos humanos e nos condoemos com o sofrimento alheio !"

Boas perguntas para um povo emocional que vive de momentos. Contudo, a resposta é não se esquecer depois que a terra secar e os mortos, enterrados, não mais federem. A melhor resposta é pegar pelo rabo todos que politicamente representam o Estado. Fazer disto uma missão renovada a cada segundo. Eis porque sem querer o próprio povo é conivente com tantas desgraças.

Talvez por se saberem coniventes é que as pessoas precisam limpar as consciências e participar festivamente das campanhas de socorro. Ou, por achar que é a única coisa existente ao alcance delas para que todos possam pensar que está mundando alguma coisa. Exemplo disso é a comparação que se faz com evento australiano,  semelhante, mas,  pior do que nos acontece neste momento. Lá, o Estado não transferiu para ações individuais seu dever e sua obrigação de Estado empregado do povo.

O saldo do vício da *solidariedade * repetida até aqui totalizam 611 mortos. O Estado  agradece sensibilizado que todos os brasileiros lhe esteja sempre poupando dos deveres, sem nenhum abalo à credibilidade dele.

Dor de barriga não dá uma vez só. Como tantas outras do passado, muitas mais virão e a *solidariedade* resolverá tudo.

Recordando a útima dor de barriga de 2010:




Blogs dos indignados:



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2 e a platéia



Tropa de Elite 2 e a platéia


Contrariando o assenhoramento mentiroso da CUT, em sua nota, publicada no G1, José Padilha afirma que a campanha presidencial desta eleição demonstra "desrespeito ao eleitor brasileiro" - confira abaixo a íntegra.

"Parafraseando o filósofo americano Henry David Thoreau, gostaria de esclarecer que eu não pertenço a nenhum partido, grupo político, agremiação, sindicato ou lista de apoio a candidatos, na qual eu não tenha me inscrito voluntariamente; e que ao contrário do que certos sites e tweets têm afirmado, e do que consta em lista de apoio enviada por um grupo que apóia a candidata do PT para os grandes jornais brasileiros, eu não aderi a candidato algum nesta eleição pelos motivos explí¬citos em Tropa de Elite 2. É uma pena que a falta de crítica e de compromisso com a verdade esteja sendo a principal marca dos dois lados desta campanha presidencial. Um desrespeito ao eleitor brasileiro. José Padilha, diretor de Tropa de Elite 2"

Por todos os lados a esquerda tenta se apropriar e realçar e justificar as "assertivas" - palavrinha bem à gauche, de seus militantes e fazedores de cabeças. Hoje, o Globo publicou artigo assinado por um doutrinador famoso em Ciências Políticas - todos são famosos - , Antonio Engelke demonstrando por A+B que Padilha e Nascimento teriam finalizado a equação: os cientistas políticos que vociferam nas faculdades e universidades são os senhores da razão. Antonio Engelke exibe Marcelo Freixo como o grande iluminador do Capitão Nascimento. Mentira  que revolta. O artigo é uma mentira deslavada, uma propaganda para cooptação, tal como a estrtégia do personagem professor Fraga.

Saía eu, emocionada, de uma visita  a um amigo a quem não via há 30 anos. Um amigo, uma pessoa a quem sempre dediquei imensa admiração e respeito. Saia  exausta emocionalmente. Foi um reencontro muito forte para mim pois conversamos à cerca de pessoas ilustres que escreveram parte da nossa História e que foram e são caras a ambos. Reminiscências proibidas em meio à desregradas práticas dos nossos momentos.  A este encontro, levei meu filho mais velho, um jovem adulto,  por vários motivos mas, o principal deles era mostrar a ele o meu orgulho em ter a amizade de pessoas como aquela.

Com uma armadilha meu marido me pega para ir ao cinema. Fomos os três assistir Tropa de Elite 2. Muito próxima à tela de projeção eu estava desconfortável por tudo. Quis sair logo no início, como se já soubesse o que me esperava. Permaneci na sala e deixei tudo correr. Estranhei e perguntei ao meu marido o que havia acontecido com as pessoas que não batiam mais palmas no cinema - parece que havia uma transferência insólita de palmas para dentro das Igrejas. De repente surgiram palmas e não me recordo o exato momento. Vibrei. Bati palmas com entusiasmo redobrado: meu entusiasmo estava mais para catarse.

Porém, batia palmas ao mesmo tempo em que ia reconhecendo os rostos dentro da minha memória, ao mesmo tempo em que eu ia apertando mãos, ouvindo voz entusiasmada ao telefone e sorrisos calhordas, Nascimento e Padilha estavam me conduzindo. Dentro de mim, explodi em fúria, a mesma fúria do Nascimento diante do engôdo, diante da frustração de não ter reconhecido que os meus políticos, todos, estavam alí, com a mesma descontração e sorriso que me ofereciam em minha casa, dentro da minha casa !!

Sempre me esforcei em acreditar que os políticos do crime não eram aqueles a quem eu conhecia, os políticos do crime eram os políticos aprovado por outras pessoas. A bem da verdade, acho que nunca desejei acreditar que eu e minha família, constituída por pessoas totalmente honestas pudesse ter ligações ainda que ingênuas, com todos aqueles que beberam em nossos copos e jantaram nosso alimento suado e comessem do nosso prato. Todos eles que me apertavam a mão com falso respeito e sorriso de lobo, eu os vi ali, e muitos ali estavam pelos meus votos. Então, eu não poderiam me dizer nenhuma ingênua ou inocente, como, sinceramente,  gostaria de poder dizer a mim mesma, mas não poderia dizer porque há algumas décadas eu já tinha total conhecimento.

A única coisa que me confortava, mas não me livrava do mal era mesmo o fato de saber como suas existências me deviam. Mas eu nada devia a eles, a nenhum deles porque sempre segui meus princípios de pedir a estranhos e nunca pedir nada a nenhum político ou por meio deles. Sequer pedir ao Nascimento ou ao falso doce e idealista Prof. Deputado Fraga, tão sequioso de poder quanto qualquer outro. Fragas, continuam não aprendendo que eles são só instrumentos de um lado que se pretende acima do mal, mas também são o mal. Enganam e distorcem as verdades para conquistarem espaços no Sistema.

O ápice da angústia ocorreu na cena final, em que o Capitão-Tenente, Nascimento, vai testemunhar à CPI da Assembléia Legislativa. Não na mesma condição, mas eu já estive ao microfone da Câmara dos Vereadores, Casa do outro lado, dando vazão à minha inconformação com o Sistema, durante uma audiência pública. Estão lá, gravadas nos anais daquela Casa, em torno de mais de três páginas mesmo que tenha provocado muito constrangimento às autoridades presentes e não eram, somente, vereadores. Eram deputados em sua maioria ocupando lugares de distinção à mesa de composição das autoridades. Mesmo que tenham à ultima hora tentado negar-me à palavra, mantive-me decidida a falar e o fiz.

Ao contrário da platéia do Capitão Nascimento, minha platéia era formada de eleitores e pagadores de impostos, todos funcionários públicos e ongueiros. Meu discurso foi dirigido àqueles, também, falsos cegos e surdos, votos manipulados e comprados, com autorização dos seus donos. Ao contrário do choro de raiva que me acompanhou durante quase toda a exibição do filme Tropa de Elite 2, meu discurso foi seco, sem direito à nenhum tipo de molho.

Ao final daquele meu discurso, pensava que iria sair da lá debaixo de tapas. Não! Para meu espanto, fui efusivamente aplaudida e seguida por inúmeros ouvintes. Por quê ? Porque a platéia pensava que eu sairia candidata a algum cargo de representação, que talvez estivesse fazendo um caminho como fez o Professor Fraga e fazem seus discípulos e todos os que têm alguns minutos de fama. Os professores Fragas, até aqui,  são o mesmo lado da moeda podre.

sábado, 9 de outubro de 2010

Toma, agora você mata! - Miriam para o Lula




Quando em 17 julho de 2009, na campanha pela eleição à Presidente da República, Fernando Collor de Melo trouxe à baila o caso de Lurian, filha do Lula, os partidos da esquerda, naquele momento, consideraram o fato uma baixaria, um golpe sujo. Nunca é golpe sujo revelar a verdadeira natureza, o caráter e a personalidade de alguém que postule a representação pública e, fundamentalmente, a representação da Nação, do povo brasileiro. De forma legal, sem constrangimentos ou ameaças, Collor conseguiu que o caso viesse à baila por vontade da ex-namorada do Lula a Sra. Miriam Cordeiro.

Nesta discussão importante sobre a ilegalidade do aborto - que defendemos -, que assim se mantenha não apenas por motivos religiosos que defendem a sacralidade da vida, não apenas pelo que assegura os direitos universais, mas por verdadeiramente acreditar na vida como o tesouro que nos foi concedido por Deus ao creditar ao corpo da mulher a missão de abrigar a vida concebida com a participação do homem. Este é o destino, a missão, a obra de um casal.

Tão comovente quanto chocante é o momento no qual Miriam Cordeiro, no quarto da maternidade e a sós com o Lula, ela transfere a filha Lurian dos seus braços para os braços do Lula, pai biológico e diz:

Toma, agora você mata!

O problema do racismo de Lula relatado pela Sra. Miriam Cordeiro não é novidade entre o povo nordestino. Entre o povo nordestino nunca houve miscigenação consentida pela sociedade e os casos - inúmeros - são resultado do período da escravatura. A miscigenação nordestina ocorreu entre indios e holandeses e franceses na escala da ocupação em relação aos Estados. Esta miscigenação, sim, tinha um certo grau de aceitação social, ainda que fora não se consumasse, historicamente, pelo matrimônio.

O nordestino verdadeiro sabe disto e os que negarem estão em desarmonia com a verdade. A união entre holandeses e índios é cantada em prosa e verso, admitida como sublime, ao contrário da união carnal entre negros e brancos europeus. ( há diferenças entre o conceito de branco europeu e ibérico ).

Nas atuais eleições, o Lula sabedor de que a vida privada de um candidato ao posto mais alto de uma Nação não pode ser varrida para detrás das cortinas, têm protegido sua candidata Dilma Rousseff contra toda a obviedade de sua história no plano da vida pessoal. Os grandes órgãos da imprensa brasileira têm se acovardado diante dos embaraços que provocarão o politicamente incorreto.

Um candidato à todos e quaisquer candidatos a cargos públicos não têm direitos quanto a sua história de vida, seus gostos ou suas práticas morais. O povo precisa saber sobre o candidato. Do contrário, não saberá para onde irá pender suas predileções morais na hora de produzir desgraças, tais como cerceamento das liberdades ou escancaramento da libertinagem que servirão de exemplos aos nossos jovens e aos adultos moralmente esgarçados.

O Partido dos Trabalhadores que trabalha nas trevas da ilegalidade e do crime pode assenhorar-se da máquina pública para invadir a privacidade e distorcê-la a seu bel-prazer contra os adversários. Isto eles acham que é permitido e lícito. Porém, se divulgar o que existe e é de conhecimento de muitos, e ampliar o conhecimento dos fatos para todos: -  Não, isto não pode.

Apurar boatos, é importante. Se os boatos  forem corroborados como mentiras, tanto melhor, mas se forem constatados e corroborados como verdade, mais se saberá sobre a svida do candidatos e os pontos de vista que ele defenderá em Leis e mandos ou desmandos durante sua gestão.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Herói brasileiro



Haverá mais fatos a serem comentados sobre os atos dos militantes do Partido dos Trabalhadores, ou do Lula ou de qualquer membros dos outros dois Poderes ou das forças ocultas braços violentos do PT e PMDB ? Não, não há.

Se não há nem haverá, por que as pessoas ficam esvoaçando, principalmente do Twitter, reclamando e pedindo soluções? Tenha dó; você que vocifera em 140 toques suplicando que alguém, desque que não seja você, naturalmente, tome alguma atitude. Você não se arrisca, mas pede que algum idiota o faça por você.

Por que você exige isto de alguém e você não é capaz? Todavia, o lado cômico e hilariante ( Hilário é nome de pessoa ) é quando você é chamado, o que você faz e diz? Você finge que não leu, finge que se esqueceu. Outros vocês, que são milhares, se apresentam para "discutir na praça da Sé" corroborando que você não é diferente do Lula ou do PT. Ao prestar-se a tomar parte da discussao significa... nada. Significa que você vai ficar espiando. Ao contrário do militante do PT que se arrisca e faz.

Se tivéssemos uns cem dispostos a tomar parte e fazer alguma coisa, não teríamos tantos assistentes de discussões só espiando. Todos querem fazer alguma coisa para combater tudo. Todos estão dispostos, cheios de bravatas lulistas de coragem, até que são chamados e se apresentam como nós brasileiros somos. Somos bravateiros por índole, por natureza cultural.

Foram pautados tuites relembrando Tiradentes, nosso único Herói. Por que Tiradentes se transformou em Herói Nacional? Se todos lermos com pouco ou nenhum cuidado a História do Brasil, ele foi o único por causa da prisão que se efetuou no Rio de Janeiro, onde os tambores tocavam e o som atingia o restante do povo. Foi Herói, essencialmente, porque morreu.

Com Tiradentes fica nossa impressão de que o heroismo exige o martírio, a morte, de preferência. Nesta linha de constatação é compreensível que todos que pensem em se organizar para se rebelar ( gosto do riot em Inglês ) pensarão logo como será sua morte heróica. E o que acontece é que se espera sempre que alguém vá na frente, eu não, Tiradentes não quero ser (será o traidor?). Quem for escalado para ir à frente de algum movimento corre o risco de viver o mesmo que Tiradentes. Na hora do pega-pra-capar, ele vai ser traido e ficar sozinho, na melhor das hipóteses.

O famoso fogo de palha. Ou, sendo romântica um verso de um poema de Manuel Bandeira. Com honestidade ( concordo com João Ubaldo sobre este aspecto do caráter do brasileiro que não consegue ser honesto e podem incluir-me ) quem teria o direito de reclamar do Lula nosso Luís XIV , O Sol que brilha para nós se só se movem para abrir e fechar a boca para articular umas poucas imprecações imaturas e sabe o quê ? Covardes.

Somos um povo violento mas contido como eram contidos os escravos escondendo seus passos de capoeira na dança. Porém, naquela atitude havia determinação e ação. Aquele DNA não foi transferido e cá estamos nós violentos covardes. Capazes de só agir quando enfurecidos e movidos por motivos unicamente pessoais. Sempre preocupados com que se vai perder, em termos financeiros, quando contrariar aquele do qual depende para efetuar negócios.

Vergonhoso observar como muitas pessoas analisa a propriedade em se engajar em alguma ação política. Tem-se a nítida impressão de que elas estão calculando os riscos e a forma de tirar algum proveito, ganhar algum. Não que haja alguma coisa de desonesto em querer remuneração pelo tempo trabalhado para defender os preguiçosos que não se arriscam, mas é que, em todo engajamento é preciso faturar, pensa-se.

Sabemos que a maioria dos grupos 'em prol ' ganham horrores fazendo outros trabalharem para eles em nome do sentimento cívico. Parece não haver mais lugar para tantos enganadores. Mas, ora, se falamos tão mal disto tudo, por que é que não se faz alguma coisa assustadora? Assustador seria não enganar. Enganar também é fingir que toma parte e apenas se diz que vai 'acompanhar com interesse' . Assustador e honesto é não pretender ser herói brasileiro, mas nem por isto deixar de lado o que precisa ser feito.